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Luciano Gonçalves reage à decisão do Conselho de Justiça: «Pessoas não devem ser julgadas por rumores»

Luciano Gonçalves lamenta ter sido julgado por um "rumor"
• Foto: Luís Manuel Neves

Luciano Gonçalves reagiu esta sexta-feira à mais recente decisão do Conselho de Justiça de Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que arquivou o processo de inquérito que lhe tinha sido instaurado por "falta de indícios suficientes de infração disciplinar". Numa publicação no seu perfil oficial nas redes sociais, o presidente do Conselho de Arbitragem garante que viu o resultado "serenidade e profundo respeito" e referiu que as pessoas "não devem ser julgadas por vaticínios, rumores, interpretações ou especulações".

Recorde-se que, em causa, estava uma investigação por "eventual prática de infração disciplinar" de Luciano Gonçalves na sequência de uma denúncia de Duarte Gomes, que depois de se demitir do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem alegou que um árbitro tinha partilhado consigo "um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram preocupações institucionais muito relevantes".

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Leia o comunicado de Luciano Gonçalves na íntegra:

"Recebo a decisão do Conselho de Justiça da FPF com serenidade e com o profundo respeito, que sempre tive, pelas instituições e pelos seus órgãos jurisdicionais.

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Desde o primeiro momento afirmei, de forma clara, que rejeitava todas as suspeições e insinuações que me foram dirigidas. Lembro que fui eu quem tomou a iniciativa de solicitar às entidades competentes, desportivas e civis, a apreciação de todo este processo com independência, rigor e respeito pelas regras.

Esta decisão não apaga o impacto gerado por alegações que acabaram por não ser comprovadas. Foram tempos particularmente difíceis para mim, para a minha família e para todos aqueles que fizeram questão de estar ao meu lado.

Numa sociedade de direito, as pessoas devem ser julgadas pelos factos e pela prova, e não por vaticínios, rumores, interpretações ou especulações.

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Agradeço a todos os que, ao longo deste período, confiaram na minha integridade, respeitaram o funcionamento das instituições e aguardaram serenamente pela conclusão deste processo.

Da minha parte, considero este capítulo encerrado no âmbito desportivo. Continuarei a exercer as minhas funções com o mesmo sentido de responsabilidade, independência e dedicação, mantendo o foco na preparação da nova época e no desenvolvimento da arbitragem, que é e continuará a ser, sempre, a minha prioridade".

Por André Santos
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