Paulo Paraty é hoje comentador de arbitragem depois de ter atingido o estatuto de árbitro internacional. Também ele tem seguido com interesse os resultados do estudo da Delloite.
“Antes de tudo é preciso perceber que este é um projeto adiado sine die e que depende muito da disponibilidade de verbas”, começa por adiantar. “É evidente que os árbitros gostariam de ser profissionais e de auferir das verbas anunciadas, mas nem todos vão ganhar 72 mil euros por ano”, acrescenta. “É uma boa base de trabalho mas há questões por resolver, como seja o facto de se tratar de um quadro fechado que pode vir a desmotivar fortemente os árbitros mais jovens”, pontua.
“Acredito que o profissionalismo é uma vantagem, mas que ninguém pense que vai acabar com os erros e com as polémicas, pois apenas vai proporcionar aos árbitros um maior equilíbrio”, apressa-se a avisar. “Os árbitros vão ficar, isso sim, mais disponíveis mentalmente, mas atenção: a forma como todos eles trabalham hoje, e sei-o porque os acompanho, é semelhante à de um verdadeiro profissional”, fez ainda questão de esclarecer.