«Trouxemos de volta os jovens para o desporto»
Fábio Medeiros e João Mesquita são os convidados do Negócios Record
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- 1«Centralização? Queremos e estamos a trabalhar nesse sentido»
- 2«Youtube? É o artista que tem de ir onde o povo está»
- 3«Não acredito que ficaremos dependentes de casas de apostas»
- 4«Fechar tudo é mau para o Desporto e abrir tudo é inviável para o Desporto»
- 5«Trouxemos de volta os jovens para o desporto»
- 6«Vamos dizer palavrões. Não é porque queiramos, é porque algumas pessoas os dizem»
Fábio Medeiros: Primeiro, obrigado pelo convite. O grupo de pessoas que criou a CazéTV, há 20 anos criou um canal chamado Esporte Interativo. Esse canal já começou à procura de um contacto maior com o público jovem, embora ainda fosse um canal de televisão. Esse canal foi vendido para o grupo Warner. Os sócios foram saindo e criaram a LiveMode, com o intuito de atender as entidades desportivas e preparar essas entidades para esse novo mundo digital, mostrando que não existia só aquele modelo de vender direitos para um único canal de TV. Porque o mundo digital, com uma série de players novos, streamings e outros concorrentes, podia trazer novas fontes de receita e novas maneiras de distribuir conteúdo. A LiveMode tem esse ADN de tentar levar o conteúdo desportivo para o mundo digital de forma diferente. Por causa disso, tínhamos relação com a FIFA na América Latina. Em 2022, surgiu uma oportunidade no Brasil que não estava a ser entendida pelos players brasileiros: como usar os direitos digitais do Mundial 2022. Os players, no caso a Warner e outros concorrentes, mesmo os streamings, ainda não conseguiam entender o valor e como extrair receita de um direito digital de um mundial. A LiveMode entra e percebe essa oportunidade. No caso, existia o Casemiro, que tinha sido estagiário nosso no Esporte Interativo. Durante a pandemia, ele surge como um fenómeno de comunicação, com as lives dele durante a madrugada. As pessoas não podiam estar com os amigos, na pandemia, estavam com o Casemiro, e ele tornou-se um fenómeno cultural. Aí pensamos: vamos trazê-lo, porque ele é um fenómeno de streaming, um fenómeno digital. Trouxemos o direito da FIFA e convencemos a FIFA a fazer algo novo, que foi o primeiro mundial feito para o público jovem com a CazéTV, tendo um criador e outros criadores como porta-voz disso. E o sucesso do primeiro mundial foi muito maior do que imaginávamos.