«Youtube? É o artista que tem de ir onde o povo está»

Fábio Medeiros e João Mesquita, da Livemode, em entrevista ao Negócios Record

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«Youtube? É o artista que tem de ir onde o povo está»
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FM: O nosso foco agora vai ser todo em cima do Mundial. Já estreámos um formato que estamos a chamar futebol retro, onde estamos a relembrar jogos de Mundiais passados, já começando a aquecer este clima de Mundial. Sabemos que a febre do Mundial começa mais depois da convocatória. Ainda estamos na reta final de campeonato, a definir o campeão português, e o assunto está em volta disso. Quando tivermos a convocatória, o clima muda um pouco e as pessoas começam a ficar mais ansiosas pelo Mundial. Durante o Mundial, o nosso foco vai ser viver esse Mundial. Claro que vamos fazer programas pré-jogo, o jogo e depois o pós-jogo, o rescaldo, mas o grande diferencial está na linguagem. Queremos transformar isto como se fosse um programa que está a acontecer dentro da sala da sua casa com os seus amigos, ou dentro de um café. Isto não quer dizer que falte informação ou preparação. Às vezes as pessoas confundem informalidade com falta de preparação. Temos de ter jornalistas que saibam do que estão a falar, que estejam bem informados, mas a linguagem que queremos passar às pessoas é como se a casa ou o café fossem uma continuação daquele programa. Que ele se sinta como se tivesse um amigo meu a falar. Então a linguagem tem de falar com as pessoas de igual para igual. E por isso damos muito valor a essa linguagem dos criadores, que é uma das razões do sucesso deles. Os jovens ligam o ecrã do computador e pensam: este gajo podia ser meu amigo. Ele veste-se como eu, fala como eu, comete os mesmos erros de linguagem às vezes que eu, mas sinto-me próximo dele. A televisão, porque aprendemos assim, foi-se distanciando do jovem, porque tem aquele padrão de vestuário, aquele padrão de vocabulário, que vai-se afastando da maneira como o jovem fala. Queremos trazer os programas com essa intenção. Claro, com a presença de criadores, de gente que percebe do que está a falar, e de ex-jogadores, como o Ricardinho e o Ricardo Quaresma, que estão connosco. A ideia é criar esse grupo que, no fundo, faz parte dessa comunidade, que é a mesma comunidade que está em casa.

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