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Torreense quer identidade frente ao Valadares Gaia na final da Taça da Liga feminina

Gonçalo Nunes, treinador da equipa de futebol feminino do Torreense
• Foto: Ricardo Ponte

O treinador do Torreense, Gonçalo Nunes, desejou hoje que a sua equipa seja "mais forte" do que a adversária, o Valadares Gaia, na final de sábado da Taça da Liga feminina. "Vamos tentar ser ainda mais fortes naquilo que é a nossa identidade. Não vamos mudar, se estamos aqui é porque há uma realidade bem vincada e é sobre essa realidade que temos conseguido crescer e elevar o Torreense e é assim que estaremos na final", afirmou Gonçalo Nunes.

O treinador falava aos jornalistas, ao lado do técnico adversário, do Valadares Gaia, Zé Nando, na antevisão à final da Taça da Liga feminina que se realiza no sábado, pelas 19:00, no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu. "É uma final que vai ser feita de momentos diferentes do jogo e é importante o equilíbrio emocional nos momentos", reconheceu o técnico, que lembrou finais passadas em que "uma das grandes armas, dentro do jogo, foi a capacidade de a equipa nunca ter perdido o equilíbrio emocional".

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Gonçalo Nunes destacou ainda que importância de haver "foco e preparação grande para evitar erros, que fazem parte do jogo, mas, pelo menos, não forçados e depois forçar ao máximo o adversário". "São duas equipas extremamente organizadas, de dois projetos estáveis no futebol, revelam um conhecimento de ambos muito grande e o fator mental e o erro pode ter uma importância muito grande no jogo", reconheceu.

No entender de Gonçalo Nunes, ambas as equipas "se caracterizam muito facilmente, mas, depois, em jogo, é difícil de se anularem". Ainda assim, disse que a formação adversária tem como a "sua maior competência e característica a organização, concentração" e definiu-a ainda de "muito letal e eficaz nos erros do adversário e, principalmente no último terço, é uma equipa muito forte, com muito boas individualidades".

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Num jogo que será marcado pelo detalhe, defendeu Gonçalo Nunes, a final da Taça da Liga "não terá uma equipa dominadora" no seu entender e, por isso, as jogadoras têm de "saber lidar muito bem com isso, é preciso saber estar confortável" nas fases diferentes do jogo. Nesse sentido, destacou a importância do lado emocional e da parte mental "e é aí que as jogadoras têm que mostrar realmente aquilo que é a sua verdadeira capacidade, porque nestes jogos isso é muito importante".

A capitã, Carolina Correia, lembrou aos jornalistas que o Torreense está desde janeiro sem uma derrota, "mas as finais têm um caráter diferente, um bocadinho especial", mas as jogadoras estão "focadas e motivadas para continuar a fazer história" no sábado.

A final entre clubes que não os 'grandes' é, no entender das duas capitãs, "ótimo para a Liga, para os clubes e para as atletas, porque toda a gente vê a qualidade das jogadoras" e, claro, "é uma ótima oportunidade de dar um salto na carreira" profissional de todos os profissionais envolvidos.

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O Torreense, clube do concelho de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, e o Valadares Gaia, do concelho de Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, disputam a final da Taça da Liga feminina de futebol, no sábado, pelas 19:00, no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu, num jogo arbitrado por Maria Eduarda Silva, da associação de Braga.

Por Lusa
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