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O Olhanense sofreu a primeira derrota da época em casa – não perdia no José Arcanjo desde 11 de Janeiro de 2004 (1-3 frente ao Lusitânia dos Açores) – e o Feirense ganhou pela quinta vez nos seis últimos encontros, num duelo marcado pela notável eficácia defensiva da turma forasteira.
Um golo madrugador, na transformação de um livre directo, deu ao Feirense preciosa vantagem, que a equipa soube gerir pelo tempo adiante. E se na primeira parte os homens de Chaló ainda estenderam o seu futebol até ao meio-campo contrário, depois do descanso a ordem foi mesmo apenas e só defender – com disciplina e rigor, diga-se –, perante um Olhanense impotente e sem espaços.
O tento de Hélder Ferreira – num lance em que Bruno Veríssimo não terá visto a bola partir – enervou os locais, incapazes de ligar o seu jogo, em boa parte devido ao compacto sistema defensivo contrário mas também por falta de capacidade rompedora, sobretudo pelos flancos. E nas raras vezes em que o Feirense abriu brechas, os cruzamentos ou foram mal tirados ou não encontraram ninguém na zona de finalização.
O quadro poderia ter ficado ainda mais complicado para os algarvios quando Lameirão jogou a bola com a mão na área (28 minutos) e o árbitro marcou a competente grande penalidade. Riça rematou forte mas Bruno Veríssimo defendeu...
Na segunda parte, a pressão dos algarvios intensificou-se – chegou a ser sufocante, em dados momentos – sem que a estrutura do Feirense abanasse. Paulo Sérgio alargava a frente de ataque e Francisco Chaló respondia com o reforço da defesa. O empate só esteve perto num lance mal concluído por Branquinho. Na parte final, em contra-ataque, foi o Feirense que desperdiçou as melhores ocasiões do segundo tempo, por Riça (duas vezes) e Vitinha.
Mal na aplicação da lei da vantagem, João Ferreira pactuou com a queima de tempo do Feirense.