À margem do primeiro treino de preparação para a época 2023/24 do Chaves, realizado à porta aberta, o treinador José Gomes, que sucede a Vítor Campelos na liderança dos flavienses, falou pela primeira vez aos jornalistas, confessando o entusiasmo pelo novo projeto que tem em mãos.
"É um clube histórico que representa uma região, e não apenas Chaves, e que vem de uma excelente época. É um clube com uma organização que permite estarmos focados no que é a missão e trabalho do treinador, que tem uma estrutura que se responsabiliza por tudo o resto. Acreditando que continuará a munir o plantel de jogadores capazes de fazer épocas tranquilas, é com esse objetivo, esse espírito de missão e entusiasmo que abraço este projeto", começou por dizer o treinador, de 52 anos, deixando rasgados elogios ao seu amigo e antecessor.
"Vítor Campelos fez um excelente trabalho e deixou a fasquia alta. Temos de dar a vida e toda a energia para nos aproximarmos o máximo possível daquilo que ele fez. O que posso dizer aos adeptos é que, da nossa parte, vão ter sempre dedicação plena, fazendo jus ao espírito dos Valentes Transmontanos, dando o máximo em tudo o que fazemos", frisou, mostrando-se otimista para o processo de transição no comando técnico. "Conheço o Vítor há muito tempo, entrou no futebol profissional comigo, no P. Ferreira. Conheço a forma como joga, a seriedade que tem como profissional e o rigor com que transmite as suas ideias. Temos muitos aspetos em comum e que tornarão a transição mais fácil."
Apesar da época 2022/23 ter sido uma das melhores épocas do Chaves na 1.ª Liga, o objetivo para a nova temporada mantém-se igual. "O objetivo do clube é a permanência, pode ser um risco desmedido colocar um objetivo para além disso. Na época passada, o objetivo era o mesmo e conseguiu-se uma das melhores classificações de sempre", explicou, antes de continuar: "A partir do momento em que o objetivo principal é conseguido, há uma maior tranquilidade, as coisas acabam por fluir e permitem que a qualidade do trabalho faça o resto."
Num plantel ainda longe de estar completo e com várias saídas de jogadores influentes, José Gomes admite que há muito trabalho pela frente, mas mostra-se confiante no futuro. "O plantel ainda está em fase de reorganização. Há jogadores a sair, há jogadores que já saíram e ainda não entraram os jogadores que vão repor as suas posições. Ainda não é o melhor plantel que encontrei, mas espero que venha a ser", atirou.
Finalmente, o técnico abordou também a descida de divisão com o Marítimo, no final da última época, e a possível desconfiança que esse desfecho possa provocar nos adeptos flavienses. "É inevitável que um acontecimento como o da época passada deixe uma marca muito forte, mas que ninguém tenha dúvidas que estou um treinador muito mais forte agora do que estava na época anterior. Sei que os adeptos transmontanos são pessoas que gostam e percebem de futebol, e por terem essa atenção, perceberam a diferença de qualidade antes e depois de chegar ao Marítimo", finalizou.
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