Amigos de infância alimentam a chama

• Foto: Ricardo Nascimento

"Aqui só queremos saber do nosso clube e o grande, o maior de todos, é o Farense", assegura, em jeito de apresentação, Luís Ferradeira, um dos membros do grupo do café Antão, que reúne vários apaixonados pelo emblema maior da cidade de Faro.

Uma história com mais de meio século. "O café foi aberto por Manuel Antão, pai do médico Rui Antão, já falecido e que durante muito tempo colaborou gratuitamente com o Farense, e lembro-me de frequentar o espaço desde os tempos de criança", recorda Luís Ferradeira.

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Uma antiga relação de amizade liga os membros do grupo. "Muitos de nós fizemos a comunhão juntos, aqui ao lado, na igreja de São Luís, e criaram-se laços que perduram até hoje, alimentados também, em boa parte, pela paixão pelo Farense", adianta Luís Ferradeira.

No café Antão nasceu a primeira claque do Farense, "Os Esganas", e o estabelecimento chegou a ter uma equipa de futsal, como o demonstram as fotos que ilustram uma das paredes, na única exceção ao elemento dominante: o símbolo do Farense.

"Não somos contra ninguém, mas o único grande que nos interessa e motiva é o Farense, nenhum outro", garante Luís Ferradeira, ainda crente no regresso à Liga Bwin. "Gostamos sempre de ganhar e os resultados fora não têm sido bons, mas vamos acreditar até ao fim, a esperança nunca morre", diz, enquanto se houve o hino do clube e, depois, o tradicional grito de guerra. 

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Fortes e Cajuda são membros

O grupo do café Antão é totalmente informal e na sua essência um grupo de amigos, havendo contudo algumas exceções, casos, por exemplo, de duas figuras gradas da história do Farense, como Paco Fortes e Manuel Cajuda, ambos, curiosamente, antigos jogadores e treinadores do clube.

O catalão Paco Fortes está ligado aos maiores feitos da história do Farense, na condição de treinador: presença na final da Taça de Portugal em 1990 e apuramento para a Taça UEFA e participação na prova, em 1994/95 e na época seguinte. Já Manuel Cajuda contribuiu para uma subida, enquanto jogador, e iniciou no Farense a sua carreira de treinador, depois de ter sido adjunto de Hristo Mladenov, mal abandonou a carreira de jogador. De quando em vez, Fortes e Cajuda aparecem no Antão. 

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Respirar o clube a toda a hora

Rui Iria, dirigente dos algarvios e membro deste grupo, realça o amor de todos pelo clube. "Aqui só se fala da nossa grande paixão desportiva, sempre com enorme fervor", sustenta.

Por seu lado, Rui Santos garante: "Respiro Farense pela manhã, à tarde e à noite e apoio sempre, seja nos bons ou nos maus momentos, transportando a este grupo um pouco do que é a alma farense".

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Já Francisco Mártires, mais conhecido por Fuxica, diz: "O Farense é como água para beber, não passo sem esta enorme paixão". *

Por Armando Alves
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