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O defesa-central brasileiro Lucas Áfrico rubricou a sua época mais efetiva de sempre no futebol português, ao serviço do Farense, somando 21 jogos na 1ª Liga, mas coletivamente o desempenho não foi o desejado, com a descida a penalizar um percurso irregular dos algarvios.
Lucas Áfrico, de 30 anos, registou uma média de 1,6 desarmes por jogo e impressionantes 4,8 alívios por partida, números que confirmam a sua capacidade de antecipação e consistência na marcação. Para além da solidez defensiva, Áfrico também contribuiu ofensivamente: terminou a época com uma média de 1,28 golos esperados, algo pouco habitual para um defesa-central. O seu único golo na temporada foi marcante: contra o campeão Sporting, dando esperança à equipa num dos jogos mais complicados do ano.
Relativamente à sua situação contratual, Lucas explicou que “o acordo inicial era válido por uma época, com renovação automática por mais um ano caso cumprisse 25 jogos oficiais com mais de 60 minutos em campo em cada um e o clube se mantivesse no escalão principal”, pelo que, apesar do bom registo individual, não foram preenchidas as cláusulas previstas para o prolongamento do vínculo.
Ainda assim, ficam boas recordações da experiência vivida no São Luís. “Depois de uma passagem pelo Azerbaijão, ao serviço do Qabala, decidi regressar a Portugal, onde já tinha servido o Marítimo e o Estoril, por questões pessoais, pois já conhecia o país e a qualidade de vida que temos aqui, ainda mais relevante quando há filhos. É um país seguro, onde as crianças vivem bem, onde a família vive bem, e, por outro lado, vim para um bom clube. Adoramos, foi um dos melhores locais por onde passei, e só lamento os resultados, pois no plano desportivo as coisas não correram como desejávamos. Foi uma pena!”, assinala Lucas Áfrico, em jeito de balanço.
Em várias fases da época, o defesa acreditou que a permanência acabaria por ser alcançada. “Tivemos seis derrotas seguidas a abrir, mas reagimos e estivemos perto de sair da zona de descida. Tivemos oportunidades, mas não as conseguimos aproveitar. Sempre que havia essa possibilidade, era necessário ganhar o próximo jogo e isso, por um motivo ou outro, não aconteceu. Foi uma luta gigantesca, muito desafiante, e que terminou da forma que ninguém no Farense queria”, frisa.
No final, ficou, reconhece Lucas Áfrico, um amargo de boca. “Infelizmente não atingimos os nossos objetivos, descemos de divisão, mas faz parte do futebol, acontece. Infelizmente sucedeu connosco e há que seguir em frente, de cabeça erguida, pois fizemos de tudo para evitar esse desfecho. Importa olhar para a frente: o futuro já aí está à porta.”
Encerrado o ciclo nos algarvios, Lucas Áfrico ainda não tem o seu futuro definido. “Recebi sondagens de Portugal e também de países como a Grécia, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Brasil e em breve tomaremos uma decisão”, confidencia o defesa.
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