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Ricardo Valente termina a carreira: «Sei que podia jogar mais e foi uma surpresa para muitos»

Ricardo Valente perto de alcançar 100 jogos pelo Leixões na visita à U. Leiria
• Foto: Hugo Monteiro/Record

Após vários anos de ligação ao futebol profissional, com passagens por clubes como V. Guimarães, Marítimo, P. Ferreira ou Leixões, Ricardo Valente pendurou as botas de uma conceituada carreira. O avançado, de 35 anos, termina o seu trajeto como jogador, após ter passado as últimas quatro temporadas nos bebés do Mar. 

No entanto, o ex-avançado vai continuar ligado à estrutura leixonense, fazendo a ponte entre o plantel, direção e adeptos do emblema de Matosinhos. "O primeiro dia foi um pouco estranho, mas estou a gostar. A casa, o local e as pessoas são as mesmas, o plantel transitou quase todo da temporada passada. Tenho uma relação muito boa com o treinador e sinto que estamos no caminho certo", disse Ricardo Valente, em declarações aos meios sociais do Leixões, afirmando que há muito trabalho pela frente e que o transporte da mística é mesmo muito importante: "No final da época passada, o presidente convidou-me para ficar na estrutura do Leixões e decidi aceitar. Senti que este era o momento, mas a missão no Leixões ainda não está cumprida. Olho com bons olhos para o futuro e estamos no caminho certo."

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"Custou um bocadinho. Por mim, jogava a vida inteira neste estádio. Sei que poderia jogar mais e para muita gente foi uma surpresa. Mas a minha ideia nunca foi arrastar-me, foi sair a bem e senti que este era o momento, porque preciso de ajudar o clube em outras situações. Sinto que poderei ser útil", sublinhou ainda o antigo ponta-de-lança, que conta com três passagens distintas no emblema do Mar, incluíndo na formação: "Cheguei nos juvenis, tinha vindo no FC Porto. Mais tarde houve a possibilidade de lá regressar, mas já jogava um escalão e gostava tanto de estar no Leixões. TInha aqui os meus amigos todos e já estudava cá. Recusei e continuei a fazer o meu trajeto aqui. "A nível sénior, havia a possibilidade de ficar, mas tinham uma equipa muito competitiva. Cheguei a jogar na Liga Intercalar (antiga liga de júniores e reservas), com o míster José Mota na 1ª Liga. Não se concretizou e segui o meu trajeto, até chegar ao Sp. Braga. Depois, pude regressar com o míster Horácio Gonçalves e o regresso foi muito bom."

Com uma missão agora virada para dentro de portas, Ricardo Valente pretende tornar os alicerces do Leixões ainda mais fortes. "Vou trazer a minha experiência para a estrutura, todos os pormenores contam no futebol e quero ainda agregar os adeptos à equipa. Quero agradecer aos adeptos pelo carinho que tiveram por mim, senti-me realizado neste clube, com raça e, como eles também gostaram de me ver, quero dizer para confiarem. Espero ver velhas caras a visitar o estádio e quero dizer para confiarem muito nesta equipa técnica, estrutura e plantel. Queremos alegrias para toda a família e ter jogos muito bons num estádio cheio", lembrou. 

E acrescentou. "Quero agradecer a quem esteve ao meu lado nos bons e maus momentos, especialmente à minha família. Sabem o que passámos, sabem que nunca ninguém me deu nada, tudo foi conquistado a pulso, cá em baixo. Dá-me orgulho por poder terminar a carreira num clube como o Leixões. Obrigado pelo apoio que me deram e vão continuar a dar", concluiu Ricardo Valente.

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Por João Albuquerque
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