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Carlos Daniel tem sido uma das figuras do Marítimo, líder da 2ª Liga, com 11 golos apontados, o último dos quais a valer a vitória sobre a UD Oliveirense. Mas o caminho faz-se passo a passo e o médio-ofensivo goleador espera fazer mais, porque as contas não estão fechadas.
"Espero que não seja o último, porque ainda precisamos de muitos golos para atingirmos o nosso objetivo. Mas estou muito feliz com aquilo que tenho feito e com o que a equipa tem feito e agora é preciso dar continuidade", salientou, em declarações ao programa do clube 'Marítimo na TSF', ressalvando: "Quando o coletivo está bem, os jogadores acabam por se destacar individualmente. Eu tenho tido esse papel nos golos e tenho tentado ajudar também sem bola, pois não é só com bola que trabalhamos dentro de campo."
A facilidade em finalizar não vem de agora. "Os meus colegas dizem que a bola vem ter comigo, que tenho íman, mas acho que não. Sou eu que tento procurar os espaços vazios. Também fui ganhando isso com a minha experiência, com o acumular de jogos que tenho desde que comecei a ser profissional. Ali perto da área eu tento sempre imaginar o que é que pode acontecer. Depois, claro que umas vezes ela vai sobrar para mim, outras vezes não, mas quanto mais vezes sobrar, melhor. Mas o trabalho coletivo ajuda a que depois eu consiga destacar-me", nota, revelando: "Gosto muito de fazer finalização. Fiz toda a minha formação como avançado, por isso acho que tenho olho para o golo."
Quem o colocou como médio foi, curiosamente, Pedro Martins, quando o treinava... no Marítimo B. "O Pedro Martins achou por bem que eu poderia ser um bom médio, ali atrás do avançado, a tentar aparecer na área. Sem dúvida que foi uma etapa muito importante, pois jogar na equipa B permitiu-me crescer bastante, ao mesmo tempo que ia treinando já na equipa principal. Fiz grandes amizades e foi também por isso que também depois acabei por regressar a esta casa."
Carlos Daniel está a somente um golo dos 12 que fez no U. Leiria, em 2018/19, pelo que está perto da sua melhor marca de sempre. "Deus queira que sim e vou trabalhar para isso. Penso que as outras épocas também tenho tido boas exibições, se calhar não tantos golos, mas os números acabam por destacar mais os jogadores."
Crucial, na sua opinião, é também o rendimento dos vários setores deste Marítimo. "Os golos são importantes, mas também na parte defensiva temos estado muito bem coletivamente, somos dos melhores ataques e penso que temos um meio-campo muito bom. Ou seja, fomos fortes em todas as posições e isso faz com que estejamos no lugar que estamos e com a vantagem que temos."
Espírito de grupo forte
Faltam sete jogos para selar a ansiada subida. "Serão 7 finais. Esta liga é extremamente difícil e vamos apanhar equipas que estão na parte de baixo da tabela, que querem ganhar jogos para se tentarem manter. Nós, estando lá em cima, temos que continuar o nosso foco. Nesta divisão, qualquer jogo é difícil e ainda agora tivemos um complicadíssimo contra uma equipa (UD Oliveirense) com objetivos completamente diferentes dos nossos. O que nos diferencia tem sido o espírito de grupo, que é muito forte. Acreditamos sempre até o fim e já conseguimos ganhar muitos jogos aos 90 minutos."
A onda de apoio à equipa, nos Barreiros ou no continente, não o surpreende. "Os adeptos têm sido fundamentais, como sempre. Se calhar, muita gente não tinha essa noção, mas agora começam a perceber a grandeza do clube. Temos muitos adeptos e acompanham-nos seja em que estádio for. Ainda agora tivemos 1.017 adeptos num jogo fora com a U. Leiria", recorda.
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