Contra todos, marchar marchar...

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O momento atual do Futebol Clube do Porto é revelador de uma equipa pressionada entre a exigência histórica de vencer e a necessidade de estabilizar processos competitivos à luz da filosofia de jogo do seu treinador.

Num contexto competitivo cada vez mais exigente, o meu Porto, este ano com uma equipa renovada, muito diferente em relação à época passada e com uma identidade consistente, tem sido capaz de responder, mesmo considerando que ao longo da época, nem sempre ter sido possível manter o mesmo onze.

A vitória em Braga no passado domingo assume, por isso, uma importância que vai além da conquista dos três pontos. Num dos terrenos tradicionalmente mais difíceis do campeonato, onde nos últimos anos o resultado que alcançamos raramente foi a vitória, o Porto demonstrou um forte carácter competitivo e uma eficácia nos momentos decisivos, nomeadamente pelo facto de ter começado a perder no início da segunda parte.

Este triunfo não só reforça a confiança interna, como também é um grito de revolta para todos aqueles que, direta e indiretamente, tudo têm feito para prejudicar a nossa equipa.

E este último jogo, foi mais uma vez palco de uma dualidade de critérios por aqueles que têm a responsabilidade de tomar decisões, e decidir lances, referindo-me concretamente, no que concerne à marcação de grandes penalidades.

Como é possível que os lances que envolvem agarrões ou contactos na grande área continuam a gerar tanta polémica e muita incompreensão pelo comum dos mortais. E aqui tenho de recordar a jogada, em que o atleta António Silva agarrou a camisola do Deniz Gul, num dos últimos jogos realizados entre Porto e Benfica, no Dragão, num lance em que a maioria dos especialistas fala numa infração passível da marcação de uma grande penalidade, mas que acabou por não acontecer. E no recente jogo em Braga uma situação muitíssima menos clara mereceu logo um castigo máximo. Este tipo de abordagem faz levantar sérias dúvidas sobre a coerência quanto aos critérios utilizados, nos relvados portugueses.

Esta dualidade de critérios faz alimentar um sentimento de injustiça e falta de uniformidade, prejudicando a credibilidade da arbitragem e, por consequência, da própria competição. No futebol atual, onde a chamada do VAR existe precisamente para poder reduzir o erro, exige-se não apenas correção técnica, mas também coerência.

Temos ainda sete finais pela frente, e muitas mais pedras vão ser colocadas no caminho no nosso caminho, mas temos de manter o foco competitivo e não permitir que determinados fatores externos desviem a equipa do essencial.

Eu acredito que temos equipa e um plantel que nos vai permitir vencer o campeonato 2025/2026, mas temos de continuar a estar atentos às manobras de bastidores que vamos assistindo e à dualidade de critérios por quem tem de decidir os lances de um jogo.

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