O ala esquerdo João Reis, o jogador mais utilizado do Portimonense, e também o mais experiente (33 anos) do plantel após a saída de Douglas Grolli no início de janeiro, mostra crença na permanência e vê o triunfo diante do FC Porto B, na última jornada, como um momento de viragem.
"Conseguimos quebrar um ciclo de 8 jogos sem vitórias e precisávamos urgentemente de um resultado que nos devolvesse confiança", refere o algarvio de Loulé, que esta época regressou à sua região natal.
Na série negativa, o problema, assegura João Reis, não foi a qualidade de jogo. "Mostrámos um futebol interessante e ofensivo, mas cometemos alguns erros, sendo severamente punidos", sustenta, adiantando: "Muitas vezes não foram propriamente erros, mas sim desconcentrações que nos levaram pontos. Num plantel muito jovem, é natural que isso aconteça aqui ou acolá."
Feitas as contas, o Portimonense, mesmo depois do êxito diante do FC Porto B, encontra-se em posição muito delicada. "Culpa nossa! Somos os responsáveis por estarmos nesta situação. O que temos feito justificava mais pontos, mas a realidade é esta... E quando uma equipa cai nos lugares aflitivos, parece que tudo o que é negativo acontece", frisa João Reis.
Segue-se um duelo muito importante com a Oliveirense. "Sabemos que temos de ganhar vários jogos no que resta da época, sobretudo contra adversários diretos, e é com ambição e uma crença renovada, depois do regresso às vitórias, que partimos para os compromissos que se seguem. Não podemos vacilar e temos de ser mais consistentes e eficazes", conclui o esquerdino.
Feliz com desempenho pessoal
Do ponto de vista pessoal, João Reis mostra um sorriso pela época que está a rubricar. "É uma das melhores campanhas da minha carreira. Tenho jogado com regularidade e já somei vários golos [3] e assistências [4], esperando que esses registos possam crescer nos próximos compromissos", afiança.
Formado no Louletano, o seu primeiro clube como sénior, e com uma passagem pelo Farense, João Reis ficou agradado com a possibilidade de regressar ao Algarve. "Agradeço à SAD do Portimonense pela confiança depositada, sabendo que não é fácil apostar num jogador com 33 anos, e procuro retribuir em campo, dando o melhor de mim e procurando, também, ajudar os colegas, muito dos quais jovens com pouca experiência nas competições profissionais", sublinha o esquerdino dos alvinegros.
Trauma caseiro ultrapassado
O Portimonense ganhou em casa na 1.ª jornada e só voltou a saborear um êxito no seu reduto na última jornada. "Foi um longo período, com várias derrotas imerecidas pelo meio, mas, ainda assim, prefiro jogar em casa e não há, nem nunca houve, qualquer trauma ou desconforto. Foram apenas coisas do futebol", diz João Reis.
Por Armando AlvesAla esquerdo acredita num final de época em grande dos alvinegros, com a permanência como meta
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