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Zinho, um verdadeiro exemplo de superação, voltou a jogar futebol, entrando nos minutos finais na vitória do Portimonense em Amarante, após longa paragem por lesão. “Os médicos chegaram a dizer-me que não voltaria a correr e que para ter uma vida normal precisaria de uma ortótese e até há bem pouco tempo nem eu imaginaria que voltaria a competir”, contou o avançado brasileiro, de 23 anos.
Num treino, em março de 2024, o mundo de Zinho desabou: rotura dos ligamentos cruzados do joelho esquerdo, que afetou o bíceps femoral e o nervo fibular. “Fiquei sem sensibilidade no pé e posso dizer que o meu regresso ao futebol é quase um milagre. Desistir nunca foi solução e, com o apoio da minha esposa e da minha família e amigos, sempre acreditei que havia uma réstia de esperança, mesmo nos momentos de maior desânimo”, confidenciou.
Em Amarante, o regresso à competição foi um momento muito emotivo. “Passados dois anos, sete meses e nove dias sobre a data da lesão, voltei. E antes de entrar em campo um pequeno filme do sofrimento que vivi passou pela minha cabeça. Na verdade, ainda estou um pouco sem acreditar ...”, revelou Zinho, que recebeu manifestações de carinho dos colegas de equipa e muitas mensagens de incentivo.
O avançado ajudou o Portimonense a voltar às vitórias na 2ª Liga, depois de um êxito na Taça de Portugal, competição em que os algarvios voltam a entrar em ação no próximo sábado, contra o Florgrade. “Queremos somar o terceiro triunfo seguido e confirmar o crescimento da equipa, que começou bem a época, oscilou um pouco e está a retomar, acreditamos, a dinâmica inicial. Desejo muito ajudar, mesmo não estando ainda a cem por cento, e espero continuar a somar minutos”, afiançou Zinho, ontem utilizado nos Sub-23.
Por Armando Alves