Escolhido para render Rubén de la Barrera como o treinador principal do Vizela, depois de ter começado a época nos sub-23, Simón Lamas garante ter sido "uma honra e um privilégio" receber a proposta para "ser solução". Confiante nas suas próprias capacidades e na qualidade do plantel para dar a volta a situação, o espanhol, de 32 anos, espera igualmente voltar a unir os adeptos à equipa.
"Depois do jogo com a UD Oliveirense, propuseram-me ser solução. Para mim é uma honra e um privilégio. Acompanhei praticamente todos os jogos do Vizela esta temporada, via muitos jogos da 2.ª Liga. Penso estar preparado para assumir o desafio. Evidentemente quando se muda de treinador é porque há coisas que não funcionam. Creio estar preparado e capacitado para dar a volta à situação. O grupo de jogadores é bom e penso ser possível, com muito trabalho, olhar em frente", começou por dizer o espanhol, na conferência de antevisão ao duelo com o Alverca, que serviu igualmente de apresentação.
Estado anímico do plantel: "Encontrei o plantel bem em termos anímicos. A reação foi muito positiva, ajudaram-me muito nos primeiros dias. O treinador gosta de analisar, inclusivamente um a um. A predisposição à mudança foi boa, bocadinho a bocadinho fomos trabalhando e penso que se adaptaram muito bem. Dentro do pouco tempo que tivemos para mudar algumas situações, creio que a equipa está pronta para o jogo de amanhã, contra um rival muito bom. A atitude foi muito boa, espero que se libertem da carga mental dos últimos dias e estaremos preparados para vencer."
Situação como treinador: "Sou uma pessoa de clube, desde que cheguei ao FC Vizela só posso agradecer a todos a forma como fui recebido. Estou bem aqui, nos Sub-23 tinha um papel e uns objetivos. Agora estou aqui, toca-me trabalhar nesta situação. Onde o clube entender que devo trabalhar, farei isso com a maior das ilusões. Temos de dar 200% para que a situação mude. Agora estou nestas funções e cabe-me transmitir essa vontade a todos."
Objetivos imediatos: "Em Espanha dizemos que o Cholo Simeone instaurou a mentalidade competitiva do jogo a jogo. Creio que é isso. Se perdermos tempo a olhar muito em frente, despistamo-nos. Quando um treinador chega de novo, o que quer é impor as suas ideias. Se pensarmos alongo prazo podemos perder o foco do mais importante, que é o jogo a jogo, neste caso o Alverca."
Valor do plantel e equipa técnica: "Confio muito no meu trabalho. Encontrei uma equipa técnica de muito nível. Estamos muito focados no jogo em Alverca. Nas jornadas anteriores, desde fora, via o nível deste plantel. Vendo a competição, creio que o Vizela tem equipa para andar nos lugares de cima. Mas temos de ir pouco a pouco. Pensar a longo prazo seria um equívoco. Quanto a mim, em atitude, trabalho, ilusão e vontade, ninguém me ganha. Estou preparado. Vendo a reação dos jogadores, isso augura bons momentos juntos. Oxalá que todos que juntos possamos somar. O Vizela, quando tem os adeptos perto, torna-se uma equipa muito difícil de bater. Temos de conseguir isso, envolver também os adeptos. E há muita qualidade no plantel."
Adeptos: "Gostaria muito de ter novamente os adeptos por perto. O que via e o que me dizem é que jogar em Vizela era muito difícil para os rivais. Agora somos quem menos pontua em casa. E isso não pode ser. Quem quer olhar para os lugares de cima, tem de ter o apoio dos adeptos. Temos de conseguir, entre todos, que os jogos aqui sejam uma festa e os adeptos possam desfrutar para vencermos juntos. Os adeptos querem ver bem a equipa e é para isso que a estamos a preparar. Em Alverca, sejam quantos forem, o ruído deles pode ajudar-nos a ganhar."
Por Marques dos Santos