Noite de oportunidades no Estádio do Bessa, com Petit e Rui Vitória a aproveitarem a participação descontraída nesta fase da Taça da Liga para rodarem o plantel, lançarem alguns jogadores ainda adolescentes e, principalmente, avaliarem a capacidade de resposta de algumas unidades para as exigências da 1.ª Liga. Um contexto sem o horizonte competitivo das meias-finais da prova, mas que acabou por não ter reflexo no desenrolar tático de um encontro que ainda proporcionou uma interessante série de duelos.
Consulte o direto do encontro.
Começou por falar mais alto a experiência da segunda linha axadrezada, perante a falta de automatismos que a irreverência vitoriana patenteou na circulação de bola no sintético do Bessa.
Uma diferença cavada numa antecipação perspicaz de Pouga, ainda na madrugada da partida (10’), com uma boa cabeçada ao primeiro poste a abrir o marcador após uma assistência perfeita de Julián no corredor esquerdo.
Um golpe que deixou o Vitória sem capacidade de resposta, essencialmente pela acutilância axadrezada nos corredores. Ora a explorar a velocidade de Brito na esquerda, ora graças ao desdobrar técnico de Quincy na direita. Argumentos de vantagem perante um Vitória lento no desenho ofensivo e vocacionado apenas para explorar os previsíveis remates de meia-distância.
Aceleração
O período de descanso revelou uma equipa minhota mais determinada. Uma aceleração que começou logo com o pé direito, em virtude do golo feliz (50’), mas de belo efeito, com que David Caiado abriu a etapa complementar. Um equilíbrio, contudo, efémero, dado que a clarividência de Quincy voltou a dar vantagem aos axadrezados apenas oito minutos depois.
Na reação, o tudo por tudo do Vitória ainda trouxe espaço e tempo (87’) para Ricardo Gomes selar o empate final na sequência de um penálti polémico que nasceu depois de pontapé à meia-volta de Areias no coração da área e em que Jorge Sousa considerou haver falta de João Dias na rotação do minhoto.
O homem do jogo
Quincy. Andou vários períodos apagado do jogo, mas sempre que teve a bola nos pés, mostrou um perfume diferente. Uma capacidade técnica com sequência a rasgar espaços e a criar perigo, como o comprova a aceleração e o critério no golo apontado (58’).
Árbitro
Jorge Sousa ainda aplicou a lei da vantagem no polémico penálti e só depois de o remate de Areias sair ao lado é que decidiu penalizar a ação de João Dias na rotação do vitoriano.
Momento
Cruzamento-remate de David Caiado, aos 50’, que bateu nos dois postes antes de entrar. Logo a abrir a 2.ª parte, trouxe emoção e velocidade ao resto do encontro.
Número
4 Estreias na partida de ontem. O Boavista lançou Luís Pimenta e depois Ian Pereira, enquanto pelo Vitória entraram Vigário e Fábio Vieira.
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