Record Talks: Amor passa para a televisão

• Foto: Pedro Castanheira e Cunha/Record

A presença de antigos jogadores em programas televisivos sobre futebol é uma tradição noutros países, mas só nas últimas décadas chegou a Portugal. Carlos Manuel foi um dos pioneiros desse trajeto, irrompendo pela televisão em 1998, quando a Sport TV foi para o ar. "Era treinador, mas na altura não estava a trabalhar e chamavam-me. Era uma forma de estares vivo, de estares no meio. Então, decidi: 'Vou estar aqui, não tenho de tomar banho três vezes por dia'", salienta o autor do golo de Estugarda, que jogou ao lado de Diamantino, que partilha da mesma visão, embora confesse a dificuldade de analisar o fenómeno com "pessoas que não jogaram".

"Quando a pessoa não tem agenda, nem recebe mensagens, tudo corre bem, mas com outras é um pouco chato. Quando é com ex-colegas as coisas fluem naturalmente", frisa a antiga glória encarnada, que assume não apreciar os programas que "têm o circo do futebol", "Por vezes, chegam pessoas em que qualquer coisa que digas corres o risco de seres mal interpretado e tens de saber gerir esses momentos", afirma o comentador da CMTV.

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Questionado por Filipe Dias sobre como é ser abordado não pelo que jogava, mas pelo que diz na televisão, Diamantino Miranda, de 64 anos, disparou: "Se for público acima dos 45 ainda se lembra do jogador." Para depois contar um caso que já foi confundido com um... cantor.

"Há uns anos, estava de férias no estrangeiro e estavam muitos portugueses no meu hotel. Encontrei um casal e a senhora disse ao marido, que eu era aquele que canta na televisão. A justificação é simples: eu tinha feito uma promo para o Europeu e tinha de estar no sofá a contar ‘Ó tempo volta para trás’", recordou entre gargalhadas.

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Por seu lado, Dani não podia estar mais agradado com o passo que deu em termos profissionais, mas lamenta um certo efeito pernicioso que se tem vindo a sentir nos últimos anos. "Quando o foco está apenas e só no futebol temos um nível de audiência, quando está nos bastidores a audiência aumenta", regista o comentador da CNN Portugal.

Isenção deve ser ponto de honra

De vez a vez, Diamantino é elogiado por adeptos 'rivais', dado o distanciamento que imprime aos comentários que faz. Até porque procura evitar confrontos desnecessários: "Faço sempre por não me esquecer de ser o mais isento possível quando comento o jogo. Não entro nessas discussões. Sei que, no circo do futebol, por muito que diga, associam-me ao Benfica. Mas tento ser isento. E, claro, também gosto de fazer uma ou outra provocaçãozinha, senão não tinha graça."

Final four no estrangeiro será um desafio

A Allianz Portugal olha para o futebol como "o principal meio" para "aumentar a notoriedade" da marca e a disputa da prova no estrangeiro é vista como "um desafio" para a seguradora. "A Allianz Cup ajudou-nos neste caminho da portugalidade e por isso foi tão importante estarmos em Braga e Leiria. A Taça da Liga no estrangeiro será um momento importante para a divulgação do futebol português, mas um desafio para a Allianz Portugal", reconhece José Francisco Neves, reiterando a ligação ao mercado interno: "Queremos que os portugueses nos conheçam, se identifiquem com os nossos valores e nos escolham no momento de comprar o seguro."

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Audiências são importantes mas não são tudo

Para José Francisco Neves, a paixão também se sente na Allianz Cup quando os grandes falham o acesso à disputa do troféu. "Esta é provavelmente a final mais brilhante destes 6 anos, porque é a final que ninguém esperava. É verdade que se tivéssemos uma final Benfica-Sporting as audiências seriam superiores, teríamos mais gente envolvida. Mas considero que esta é a final mais brilhante", refere o CMO da Allianz Portugal, para quem a afluência de público ao Municipal de Leiria nesta final four se revela da máxima importância para a promoção da modalidade.

"Grande sucesso em Leiria"

O presidente da Câmara de Leiria não esconde o orgulho pela forma como a cidade acolheu a final four da Allianz Cup nos últimos quatro anos, elogiando uma competição que tem "sido um grande sucesso" e que se tem vindo a afirmar "no contexto nacional" e que tem beneficiado "do palco que a tem vindo a receber".

"Leiria tem tido o privilégio de acompanhar este crescimento e isso traduz-se no número de adeptos no estádio, nos níveis de audiências na televisão e no incremento da atividade económica da cidade e da região", notou Gonçalo Lopes. Para o autarca, esta é a região "perfeita para receber competições deste género pela localização, pela qualidade do estádio e pela adesão do próprio público da cidade".

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"Competição consolidada"

José Francisco Neves considera que a Taça da Liga é "hoje notoriamente uma competição consolidada, todos a querem ganhar". "Por vezes pode salvar uma época e trouxe aquilo que todos nós queremos, que é o público. E isso não é só encher o estádio, é encher a Fan Zone durante toda a semana. E isso é fantástico", considera o membro do Comité Executivo e CMO da Allianz Portugal, que convida o público a "viver o futebol de forma complementar. É estar no futebol de A a Z".

Recordando o início da parceria com a Liga Portugal, o responsável recordou a primeira reunião com Pedro Proença. "Disse-me que queria uma competição de futebol positivo e isso vê-se aqui dentro, nas bancadas e em toda esta envolvente", concretiza.

Por Joaquim Paulo
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