O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, manifestou na segunda-feira a convicção de que a modalidade continuará a ser digna dos portugueses, num discurso baseado nas palavras orgulho e gratidão.
"Temos treinadores que inspiram, jogadores que nos fazem vibrar e clubes bem estruturados. A FPF possui uma estrutura sólida, fundada em equipamentos modernos, cultura de excelência e colaboradores de que muito nos orgulhamos. Por isso, estou seguro de que o futebol vai continuar a ser digno dos portugueses. É essa a minha mais profunda convicção", afirmou, em discurso no jantar de encerramento das comemorações dos 110 anos da instituição, realizado na Cidade do Futebol, em Oeiras.
Fernando Gomes, que se prepara para deixar o organismo e já oficializou a candidatura à presidência do Comité Olímpico de Portugal, começou por enumerar o orgulho que sente em diversos momentos da história da FPF, sobretudo nos derradeiros anos sob a sua liderança, iniciada em 2013, terminando a agradecer a jogadores, treinadores, clubes, associações, colaboradores, sócios, colegas de UEFA e FIFA, governos, autarquias, parceiros ou comunicação social.
No jantar marcou presença o presidente da UEFA, o esloveno Aleksander Ceferin, que usou igualmente da palavra, nas quais destacou a visão, dedicação e paixão da FPF, refletidas na candidatura para receber o Mundial2030, juntamente com Espanha e Marrocos, num trabalho que foi "um claro sinal da resiliência, esforço e dedicação".
"Estou absolutamente seguro de que o mundo vai ter consciência do que já sei há muito tempo, da vossa excelente hospitalidade, assim como da excecional capacidade organizativa, como foi demonstrada pela organização" de três finais da Liga dos Campeões (2014, 2020 e 2021), uma das quais integrada no modelo de final a oito, durante a pandemia de covid-19, em 2020: "Sem dúvida que serão lembrados pela vossa excelência e espírito de união".
Ceferin elogiou o "fantástico trabalho" de Fernando Gomes na liderança da FPF e aproveitou o momento para falar da importância de utilizar o poder no futebol como responsabilidade para com a modalidade, mas também para com a sociedade.
"Estamos comprometidos para que este desporto seja para todos. É importante refletir como é que podemos fazer do futebol uma força para o bem, estando conscientes da importância de fatores como a inclusão. Um grande exemplo é o futebol feminino, que está a crescer e cada vez conta com mais interesse e participação. Continuaremos a construir uma base em que valores como o respeito, a solidariedade e o fair-play estão presentes, pois o mundo está dividido e violento como nunca esteve, mas o futebol, não", expressou.
O secretário-geral da FIFA, o sueco Mattias Grafström, também discursou e agradeceu a Fernando Gomes "por tudo o que fez pelo futebol em Portugal e no mundo", com o legado de conquista de diversas competições e a organização futura do Mundial2030.
"A paixão e dedicação que sempre mostrou são impressionantes e estarei certo de que todos os convidados internacionais aqui presentes estão muito agradecidos pela ajuda a desenvolver o futebol ao longo do mundo. Apesar de eu não ser português, sou um profundo admirador do vosso futebol e, às vezes, sinto alguma inveja", realçou ainda.
No jantar, estiveram também presentes, entre outros, os presidentes de Benfica e FC Porto, Rui Costa e André Villas-Boas, respetivamente, os ex-selecionadores de futebol Luiz Felipe Scolari e Fernando Santos, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, ou ainda o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, candidato às próximas eleições da FPF, em que enfrentará a oposição de Nuno Lobo, líder da Associação de Futebol de Lisboa.
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