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Fernando Gomes foi esta sexta-feira homenageado pela Câmara Municipal de Oeiras, recebendo uma rua em seu nome junto à Cidade do Futebol. O ex-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, eleito recentemente líder do Comité Olímpico de Portugal, rejeita a hipótese de ser constituído arguido nas buscas à FPF no âmbito do processo "Mais-Valia", garantindo que não foi contactado para se interrogado e que só teve conhecimento de tudo no próprio dia.
"Não tenho prática de teorias da conspiração. Foi uma investigação alargada, que teve mais de 20 entidades e locais inspecionados e eventualmente poderiam ter pensado que havia uma tomada de posse do presidente do Comité Olímpico de Portugal, mas nunca fui contactado, em nenhum momento, para acederem ao meu computador, para me interrogarem, o que seja. Soube dessa operação no mesmo dia e nunca fui citado para o que quer que seja", reforçou.
"Durante os 13 anos em que tivemos na federação, a federação tinha duas auditorias quase em simultâneo. Além do Conselho Fiscal, tinha uma empresa de auditoria, que por acaso era a representada pela atual presidente do Conselho Fiscal da FPF, a Raquel Esperança Sismeiro. Dos relatórios que fazia trimestralmente, nunca nos foi reportada alguma anomalia. Essa documentação está na federação e em 13 anos há 52 relatórios de auditorias trimestrais que são do conhecimento da atual Conselho Fiscal da FPF. Mas ser arguido? Em nenhuma circunstância, está fora de questão", garantiu.
Já sobre a ausência de Pedro Proença na cerimónia – a FPF fez-se representar pelo vice-presidente Toni –, Fernando Gomes preferiu desvalorizar. "Está presente quem quer estar presente, portanto não tenho de manifestar surpresa. Tanto quanto julgo saber, a Câmara Municipal de Oeiras convidou a FPF e foi com muito gosto que tive aqui o Toni, uma pessoa que eu prezo muito, uma referência, vice-presidente da federação. A federação, como instituição, está representada e isso é o mais importante", concluiu.
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