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"Grandes" já não se encostam à almofada

"Grandes" já não se encostam à almofada

Também os grandes clubes portugueses já passaram por um tempo em que o mecenato de empresários de relevo foi essencial para as suas vidas. Mas tratou-se de um fenómeno, sobretudo anterior ao 25 de abril de 1974, apenas com reminiscências nos anos seguintes.

No FC Porto, por exemplo, o exórdio de Pinto da Costa como presidente do FC Porto, em 1982, foi muito suportado pelo financiamento de um então grande empresário do norte do país, o comendador António Gonçalves Gomes. PC apanhou o clube com as finanças nas lonas e contou com a ajuda deste empresário do ramo da distribuição para ganhar balanço. Antes da era Pinto da Costa, o último empresário que "investiu" no clube e sustentou a sua atividade foi o banqueiro Afonso Pinto Magalhães, que ainda insinuou a sua candidatura em 1982, numa compita com Pinto da Costa, mas de que desistiu quase à boca das urnas.

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No Benfica, esse foi já um tempo, segundo Gaspar Ramos, dirigente incontornável do clube, que trabalhou com vários presidentes na condição de homem forte do futebol, de gestão, digamos, independente. O primeiro não mecenas benfiquista terá sido, segundo este dirigente, o presidente Borges Coutinho, "que era, porém, um homem rico". Com Ferreira Queimado, Fernando Martins e João Santos seguiu-se a mesma linha. "O Jorge de Brito ajudou muito o Benfica mas também não o podemos considerar um mecenas pois, tanto quanto sei, o Benfica pagou-lhe tudo o que emprestou ao clube", refere Gaspar Ramos. O mesmo tendo acontecido, a seguir, com Manuel Damásio. "Os últimos mecenas do Benfica foram os presidentes Vieira de Brito e Adolfo Vieira de Brito, que deixaram, com certeza, muito dinheiro no clube", precisa ainda Gaspar Ramos.

No Sporting, João Rocha teve, na década de 80 do século passado, um papel determinante na gestão do clube e "avalizou" muitas operações. Amado de Freitas seguiu a mesma linha e Jorge Gonçalves "vendeu-se" aos associados como um presidente capaz de injetar dinheiro no clube, mas o resultado foi o que se sabe. Seguiu-se Sousa Cintra, um empresário em ascensão, que pontualmente também financiou o clube, antes de este entrar na fase SAD, embora ainda muito ligado à influência de alguns banqueiros sportinguistas...

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