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Joaquim Evangelista, à margem do 1.º Congresso do Futebol Português que decorre esta sexta-feira na Cidade do Futebol, em Lisboa, deixou uma mensagem relativa ao protagonismo retirado aos jogadores de futebol, a cujo Sindicato preside.
"Queria começar por destacar a semana europeia, o sucesso do futebol português, mas sobretudo os protagonistas. É importante falar dos jogadores de futebol. Fala-se tão pouco dos jogadores de futebol, que eu tenho necessidade de muitas vezes trazer o tema à conversa. São o maior ativo do futebol português, são eles que fazem a história. E como dizia o Mourinho, relativamente aos jogadores do Benfica, os jogadores merecem mais respeito. Não só dos adeptos, mas também dos clubes, das instituições, da comunidade nacional. E, portanto, o respeito que ele exige para os jogadores do Benfica é aquele que eu exijo para todos os jogadores de futebol. Eu acho que o jogador tem que ser central na discussão das políticas públicas, das políticas desportivas. E, muitas vezes, não é isso que acontece. Eu hoje ouço mais falar de árbitros do que de jogadores. Incomoda-me. Portanto, o maior ativo do futebol português, o maior investimento do futebol português, o futuro do futebol português, a história do futebol português, passa pelos jogadores de futebol. Mas o jogador é subordinado, tem que cumprir regras, porque se ele pudesse falar, o futebol era muito mais alegre, era muito mais desempoeirado, era muito mais terra a terra e isso era uma vantagem enorme para o futebol português, até do ponto de vista comercial. Portanto, o que é que os agentes desportivos, presidentes, diretores, treinadores, de uma vez por todas têm que entender, eles não têm que ser os protagonistas. Deem o protagonismo aos jogadores de futebol. E há muito agente desportivo, dirigentes que querem ser protagonistas. E que muitas das vezes, para ser protagonista, tem que colidir com o protagonismo dos jogadores", afirmou o presidente do Sindicato dos Jogadores.
Quanto às intempéries dos últimos dias e as repercussões ao nível do futebol, mostrou-se preocupado e solidário. "Deixa, mas deixa-me mais preocupado o tema da responsabilidade social, ou seja, enquanto cidadão, neste caso desportivo, o que é que eu posso fazer pelo meu país para ocorrer a vários temas, não só agora da intempéria, mas nos incêndios, na saúde, na habitação, enfim, na carência, o papel do desporto. Nós falamos do papel do desporto, a transversalidade, e sobretudo na área da responsabilidade social, o papel dos jogadores, dos clubes, na coesão social."
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