Filipe Martins: «É preciso entrarmos muito mais ligados do que na semana passada»

Treinador do Chaves anteviu o encontro do Felgueiras e revelou ida ao mercado por um extremo ainda em janeiro

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Filipe Martins, treinador do Chaves
Filipe Martins, treinador do Chaves • Foto: Nuno Gomes

O Chaves visita, pelas 11 horas deste sábado, o Felgueiras, no Estádio Dr. Machado de Matos, com vista a jogo da 19ª jornada do campeonato. Neste sentido, o técnico Filipe Martins realçou as opções que tem na sua equipa, sem esquecer os pergaminhos que são necessários para voltar ao caminho das vitórias.

O que se esperar para este jogo? "Temos de nos agarrar aos jogadores que temos, com algumas condicionantes. Não tem sido fácil gerir, repetir onzes, mas isso cabe-me a mim. Quero encontrar soluções e não posso agarrar a desculpas fáceis. O Felgueiras é uma equipa que tem feito um campeonato interessante, com uma base consolidada, com um bom treinador num campo que estará pesado, por ter chovido. É necessário saber a intensidade do jogo, é preciso entrarmos muito mais ligados do que na semana passada, porque só assim voltaremos às vitórias. A distância do triunfo não está tão longe assim. Temos que melhorar nesse aspeto. As lesões e as baixas tem sido algo que tento desvalorizar, não tem sido fácil. Há muitos anos no Chaves que também não tínhamos relvados como estão, mas não pode servir de desculpa, vamos agarrar-nos ao que conseguimos controlar. O momento não é bom, mas uma vitória pode mudar o estado anímico desta equipa."

. O que significa para as suas opções? "Não fiz convocatórias este ano. Em relação ao Pina, não há que esconder. É um miúdo fantástico, tem um íntimo bastante bom, mas nunca o senti focado para o que quero, por mim nem tinha começado a época. A saída é uma decisão que passa muito por mim. Deixei que a pré-temporada passasse, disse-lhe exatamente o que estou a dizer aqui, não me escondo. Não gostei do que vi desde o primeiro dia, não porque ele quisesse, mas porque não gostei de como ele treinou. Achei que podia melhorar, mas não foi esse o caso. Depois, também se lesionou, mas era curto para o que eu pretendia para o futuro e tive que tomar decisões. Estamos no mercado à procura de outro extremo. O Pina saiu com um abraço meu e um abraço nosso, mas podemos melhorar. Só temos três extremos neste momento, o Jorge pode jogar nessas posições também. O Pina foi uma decisão minha, não faz sentido manter um jogador que tem outras ambições."

É um extremo à sua imagem que irá chegar? "Sim, estamos no mercado por um extremo. Transmiti isso à minha equipa, porque precisamos de reforçar, com as características que quero. O Jorge [Delgado] nos 45 minutos que realizou mostrou que é reforço. Vem de uma lesão, amanhã não irá entrar de início. Tinhamos indicação por parte do Valladolid que era para jogar só 30, 40 minutos, e amanhã não pode jogar mais de 45 minutos, porque há o risco de voltar a lesionar-se. Todo o cuidado é pouco. Ninguém está satisfeito com estes pontos, os jogadores também não estão e vamos tentar inverter esse momento, temos que vestir o fato de macaco, num jogo de muito pragmatismo."

João Teixeira está a um jogo de atingir a marca redonda dos 150. Gosta mais de Pedro Pinho ou Bicoro? "As características do Bicoro são diferentes do Pinho. O Bicoro lesionou-se, curiosamente. Sempre gostamos dele e foi à seleção, inconvenientemente. Lesionou-se, voltou e, agora, quando estava a dar sinais de acréscimo, numa contratação validada por mim, lesionou-se. O Pinho vai dar uma boa resposta. Em relação ao João, faz 150 jogos, tal como o Ricardo Alves fez há pouco tempo 200 jogos na 2ª Liga. Em alguns momentos desempenhou e bem funções mais à frente. A semana passada também não tínhamos o Ktatau e agora voltamos a tê-lo. Vamos fazer as alterações possíveis."

Acredita que uma derrota dificulta a subida de escalão? "O Marítimo só não sobe de divisão se for muito incompetente. O nosso foco está no Ac. Viseu, está a cinco pontos e isso neste campeonato não é nada. O primeiro passo é voltarmos às vitórias. Isso percebeu-se quando começamos a ganhar mais jogos. Se melhorarmos, vamos estar mais próximos dos lugares de subida. Se não ganharmos jogos, não podemos subir, isso tem de estar na nossa mente em estado de urgência."

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