Pedro Proença e Aleksander Ceferin estiveram esta sexta-feira reunidos em Londres, naquele que foi o arranque formal dos trabalhos para a definição dos termos da cooperação entre a European Leagues e a UEFA para um novo Memorando de Entendimento.
"Da parte da UEFA, abertura total e completa. Percebendo que, com o novo modelo de governance da European Leagues, em que a positividade impera e as pessoas querem, efetivamente, criar pontes, houve uma abertura total para que, hoje, se iniciasse este processo de negociação e a expectativa é a de que, rapidamente, possamos fechar este Memorando de Entendimento entre a UEFA e a European Leagues", disse o dirigente português, que nos últimos meses tem feito muitos contactos com responsáveis de várias entidades, nomeadamente Nasser Al-Khelaïfi (presidente da ECA, European Club Association) ou com a FIFPro e a Football Supporters Europe (FSE).
"Temas como a distribuição das verbas da UEFA, o calendário, os regimes e o número de participantes que a European Leagues tem nos diversos comités da UEFA, entre outros, são assuntos fundamentais e que interessa recuperar", explicou ainda Pedro Proença, que espera ainda o reforço da posição da European Leagues junto dos principais stakeholders do futebol europeu: "Era um dos objetivos estratégicos. Quando assumimos a liderança, a European Leagues, efetivamente, perdera todas as relações com os seus parceiros. Era fundamental trazer a credibilidade para que pudéssemos ser reconhecidos enquanto parceiros credíveis. Isso acabou por acontecer com a nossa entrada para o Comité Executivo da própria UEFA, onde tem sido reconhecida esta nova abordagem, por parte da European Leagues, nos temas que, neste momento, se colocam, nos grandes desafios que o futebol, não só europeu, mas também mundial, tem pela frente: o combate às superligas é fundamental. Estamos envolvidos, estamos todos do mesmo lado na defesa do futebol europeu e mundial e há muitos desafios que queremos discutir como parceiros de bem que, obviamente, têm uma opinião sobre os temas e querem chegar a boas soluções."
Por Record