O plantel do Marinhense fez greve e não treinou esta quinta-feira, reclamando a existência de dois meses de salários em atraso, sendo que a presença da equipa no jogo de domingo, do Campeonato de Portugal, não está assegurada.
Segundo apurou Record, a data limite de pagamento [25 de março] foi ultrapassada, num problema que não está a afetar apenas os jogadores, mas também a equipa técnica, o diretor desportivo, o fisioterapeuta e o técnico de equipamentos, que não marcou presença no treino desta quinta-feira. Em cima da mesa está também a possível rescisão do técnico Wilson Teixeira.
O nosso jornal sabe que o treino de amanhã bem como o jogo de domingo, frente ao Mortágua, da 23.ª jornada do Campeonato de Portugal, não estão ainda assegurados. De realçar que o Marinhense ocupa, atualmente, o 11.º lugar, a três pontos da zona de salvação da Série C.
De recordar que o Marinhense, cuja secção do futebol é liderada por um investidor externo, viu a Federação Portuguesa de Futebol instaurar um processo disciplinar ao clube pelo ausência da documentação relativa ao cumprimento de obrigações do mês de março.
Questionado por Record perante esta situação, o investidor da SAD confirmou os atrasos nos pagamentos, mas deixou a garantia que os valores relativos a fevereiro e março vão ser liquidados até este sábado.