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Adjunto do Sertanense suspenso por quatro meses por alegado ato racista

Adjunto do Sertanense suspenso por quatro meses por alegado ato racista

Rúben Mota, o membro da equipa técnica do Sertanense FC que foi expulso no jogo com o CD Alcains que decidia o título distrital da AF Castelo Branco, no início de maio, por alegado ato racista para com o jogador Pelezinho, da equipa adversária, foi punido com uma suspensão de quatro meses pelo Conselho de Disciplina da AF Castelo Branco.

Este órgão disciplinar decidiu ainda punir o CD Alcains com a pena de derrota (3-0) e dedução de nove pontos na tabela classificativa, pelo facto de, na sequência daquele episódio, ter abandonado o terreno de jogo, impedindo que o mesmo terminasse. Na altura, o presidente do emblema alcainense explicou: “Se o Alcains voltasse ao jogo ninguém iria falar do que se passou”.

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Confrontado agora com a decisão do CD da AFCB, Ivo Minhós Ferreira diz: "O caso está entregue ao nosso advogado e, se for caso disso, iremos recorrer". "O que nos preocupa é a ausência de parecer sobre a situação de racismo. Parece que nem aconteceu”, lamenta o dirigente.

Com a dedução de nove pontos, o CD Alcains baixa de 2.º classificado para 4.º, ultrapassado por Académico do Fundão e Pedrógão. Não perde, contudo, o acesso à Taça de Portugal, por ter conquistado a Taça de Honra.

O caso ocorrido no Campo Dr. Marques dos Santos, na Sertã, a 3 de maio, levou a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCDV) a instaurar “um processo de contraordenação para apuramento dos factos”, ainda sem decisão.

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Por Artur Jorge Saraiva
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