«Se a cidade quiser, o União de Santarém pode chegar lá acima, mas têm de ser todos a querer»

Carlos Fernandes renova contrato com a União de Santarém
• Foto: União Desportiva de Santarém/Facebook

A equipa do União de Santarém começou a sua participação na fase de Apuramento de Campeão 2025/26 da Liga 3 com um triunfo fora. Depois do adiamento da 1.ª jornada, frente ao Mafra, devido ao mau tempo, a deslocação a casa do Trofense resultou na primeira vitória nesta fase da competição e deu enorme alento para o restante em falta. No final, Carlos Fernandes era um técnico feliz. "Entrar a ganhar é sempre positivo. O que ficou aqui bem presente foi aquilo que tem acontecido ao longo da época: jogos bastante competitivos, definidos nos pormenores. Aquilo que é o mais importante, é a forma como a minha equipa se comporta e nós olhamos muito para esse registo, porque o 'nós' é que vai fazer toda a diferença. A minha equipa fez um jogo muito bom, fomos seguros, tivemos várias oportunidades para fazer golo, mais que o adversário e, portanto, vir à casa do Trofense e ter este nível exibicional, acho que os meus jogadores estão de parabéns", considerou.

Falando da situação que o clube vive, face às intempéries sofridas na região, o treinador avançou: ‘’As nossas palavras são sempre as mesmas desde o início, que é valorizarmos aquilo que temos, a posição que ocupamos, o clube que representamos, essa será sempre a mensagem. Depois, com estas tragédias, com aquilo que tem acontecido no nosso país e falando particularmente da região de Santarém, é olharmos para o lado e percebermos que somos uns privilegiados por fazermos aquilo que gostamos, isso faz toda a diferença. Portanto, é dedicar esta vitória aos nossos sócios, às pessoas de Santarém e também, porque não, a todas as pessoas que têm passado dificuldades neste mau tempo que nos tem assolado há várias semanas."

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Abordando a forma como são planeados os treinos, as condições dos relvados face à muita chuva, e toda a logística que envolve o trabalho semanal, Carlos Fernandes deu conta da dificuldades vividas. "Os trabalhos não têm sido fáceis, a questão dos relvados é sempre de difícil gestão. Agora, com a questão do mau tempo, ainda mais difícil fica, portanto foi uma semana dura, mas acho que as pessoas de Santarém entendem que muitas vezes é preferível ter uma relva menos verde, com mais um problemazinho ou outro, mas ter uma equipa melhor preparada. Eu acho que é por aí que temos de seguir", apontou.

Para o jornal Record, analisou a prestação do União de Santarém na Liga 3. "A equipa, apesar de agora terem chegado atletas novos, que tenho a certeza que nos vão ajudar, está perfeitamente identificada com a nossa mensagem. A preparação estava lá, é uma questão de mentalização e nós pretendemos aquilo que todas as equipas pretendem, ser consistentes, porque só se consegue construir carreiras, só se consegue atingir objetivos em termos da equipa, quando se é consistente. Portanto, a mensagem, a nossa forma de estar, é toda a gente a pensar da mesma forma. Se for assim, o melhor de cada um vai aparecer mais vezes e vai aparecer como com maior frequência. Somos uma equipa competitiva em todos os jogos, não somos superiores a ninguém, mas também não nos consideramos nem pouco mais ou menos inferiores a ninguém. Portanto, temos de ser competitivos todos os jogos. Haverá jogos em que a equipa se irá superar, haverá jogos que a equipa não estará a um nível tão bom, mas se estiver lá a consistência, acredito que mesmo num dia menos bom, consigamos pontos, que é o importante", rematou.

Quanto ao futuro do clube, atirou: "Eu espero muito sinceramente, tenho a plena convicção que o União de Santarém será aquilo que a cidade quiser. Se a cidade quiser que o União de Santarém consiga chegar lá acima, acho que temos perfeitas condições para chegar. Agora é uma questão de toda a gente o querer e não um grupo de 30 ou 40 pessoas a tentar."

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Por João Baptista Seixas
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