Jorge Paixão substituiu Jorge Neves no comando técnico do Mafra, mas passadas 6 jornadas ainda não venceu. Agora são já quatro os pontos que separam o clube saloio das equipas que estão fora da zona de despromoção, o que leva o treinador a admitir a necessidade de a equipa "começar rapidamente a ganhar jogos".
"Reconheço que a nossa pecha está no capítulo da finalização, por isso é que 60 por cento dos reforços contratados foram avançados. No entanto, ficava mais preocupado se ganhasse e jogássemos pouco. Apesar de não termos vencido estou seguro que vamos alcançar o objetivo da permanência", considera Jorge Paixão (50 anos), que ao cabo de cinco empates e uma derrota, começa a ver melhorias.
"Nesta altura a equipa joga em qualquer campo para ganhar seja contra quem for. Em Faro demos uma demonstração disso mesmo. O Mafra já não joga a espaços, está mais constante durante os 90 minutos e, por isso, sabemos que desta forma estamos mais perto de ganhar", refere o técnico, que está a viver a segunda passagem pelo clube, que orientou também em 2010/11.
A Record, Jorge Paixão lembra que em Mafra existem todas as condições de trabalho, e que isso pode fazer a diferença. "Temos uma grande vantagem sobre os outros clubes, pois aqui nada nos falta. Também é por isso que eu costumo dizer que temos de ‘morrer em campo’ e dar tudo por este emblema", sublinha o treinador, confiante em vencer pela primeira vez já na próxima ronda, frente ao Sp. Braga B.
Por Rui Jorge Cabaço