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O presidente do Varzim, Lopes de Castro, quer reunir os responsáveis de todos os clubes da Liga de Honra para discutir a viabilidade da competição, que considera ter um "modelo completamente falido".
"Estou a ver que os clubes da Liga de Honra têm de assumir a preocupação e procurar soluções, reunindo-se, mas dentro da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), que é onde se discutem esses problemas", disse Lopes Castro à Agência Lusa.
De acordo com o dirigente, a Liga de Honra "não tem receitas, mas tem custos de competição exactamente iguais aos da Primeira Liga".
"Ou há uma solução rápida, ou o melhor é assumir que este País só tem espaço para uma liga de futebol profissional, e extingue-se a Liga de Honra. Já disse isso na própria LPFP", acentuou.
Na opinião do líder varzinista, está a ser feito "um esforço para baixar o preço dos bilhetes", mas as assistências mantêm-se baixas e as verbas provenientes de direitos televisivos são "residuais".
"Nem metade dos clubes deve ter um contrato com a televisão, e os que existem são de 75 mil euros por época. É importante que a LPFP procure soluções, antes que os clubes comecem a fechar, um de cada vez", declarou.
O dirigente criticou ainda o patrocínio da competição pela marca de água mineral Vitalis, que foi um dos grandes trunfos apresentados pela LPFP para a sua reabilitação. "Se calhar dá mais visibilidade à Liga de Honra, mas na tesouraria dos clubes o impacto é residual, já que recebemos 7.500 euros por época, resultantes da venda de 100 bilhetes por jogo a 5 euros, durante 15 jornadas", esclareceu.
O presidente poveiro disse que "não há nada que justifique" o patrocínio, pelo que quer pedir à LPFP para negociar novos apoios e contratos televisivos, eliminando o modelo actual de uma transmissão por jornada, na manhã de domingo, "que afasta espectadores e não cumpre os objectivos de divulgação".
Lopes de Castro admite que a Direcção da LPFP "deve ter dificuldades em convencer os parceiros da importância da Liga de Honra", mas continua a defender que o organismo tem um papel fundamental, porque "possui um poder de negociação que os clubes não têm".