Acabou por ser um triunfo justo da equipa menos má, num jogo tecnicamente pobre. Tudo aconteceu mais por culpa de um Chaves que cuidou excessivamente da defesa, mas também com culpas para os da casa, que tinham mais obrigação de jogar para a vitória.
Quando o Varzim abriu o activo aos 8 minutos da segunda parte, num livre directo apontado por Emanuel – com os flavienses reclamando pelo facto de o jogo não ser interrompido com Toni estendido no relvado devido a uma duvidosa lesão –, o encontro ganhou outra emoção porque o Chaves, na situação de desvantagem, já não tinha interesse em fechar-se na defesa.
A equipa visitante passou a actuar mais aberta e isso acabou por ser explorado pelos varzinistas que, dez minutos depois, aumentaram a vantagem numa jogada com princípio, meio e fim, culminada com o remate vitorioso de Nuno Santos.
O Chaves fez o possível por reduzir a desvantagem e conseguiu, através de um golaço de Ailton, com um potente remate de fora da área. Depois, entre protestos de jogadores e responsáveis das equipas endereçados ao árbitro e com os nervos à flor da pele, principalmente por parte dos flavienses, que entusiasticamente procuravam o empate, o jogo teve um
epílogo tanto de justo como de feliz para an equipa poveira.