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Sónia Carneiro, diretora executiva da Liga, anunciou na 1.ª Conferência da Bola Branca, da Renascença, que na próxima temporada a ideia é limitar os jogos à segunda-feira.
"Houve a perspetiva de limitar os horários, os jogos à segunda-feira só vão acontecer por necessidade. Não podemos exigir que uma equipa jogue na quinta-feira e depois novamente no sábado. Esse horário ficará em aberto a quem joga na semana anterior, a meio da semana. Na próxima época, teremos jogos de sexta-feira a domingo. Se seria melhor jogar todos ao domingo às 15h00, como antigamente? Perderíamos o futebol indústria, moderno, não dá para ter marcas a investir, e depois ter futebol só no estádio", explicou, acrescentando que haverá mesmo jogos às 12h45.
A responsável da Liga confirmou também que a competição fará uma pausa de inverno, à semelhança do que acontece noutros campeonatos: "Na altura em que nos outros países as famílias vão ao futebol, por estarem em férias de Natal, nós vamos ter uma pausa, por vontade dos dirigentes desportivos".
Sónia Carneiro elogiou também o Famalicão, recém-promovido à 1.ª Liga, que conseguiu atrair muitos adeptos ao estádio durante toda a época. "É preciso criar o que o Famalicão fez: as próprias estruturas criarem maior ligação com a população para as próprias cidades sentirem que aquele é o seu clube. Isso cabe a cada uma das estruturas de cada uma das várias equipas."
A responsável constatou também que "o futebol profissional tem vindo a perder posições no ranking da Europa." "Isso tem impacto nas receitas do clubes, na promoção do futebol, na competitividade dos clubes a nível interno e na presença dos adeptos."
Sobre os direitos televisivos constatou que "os clubes têm contratos. Mas existe um mercado internacional que pode permitir a recuperação das receitas." "Temos jogadores estrangeiros reconhecidos nos seus países e comunidades no estrangeiro que não podem ver os jogos. Os nossos direitos não são vendidos lá."
A diretora executiva da Liga abordou ainda a comunicação. "As guerras comunicacionais são uma realidade alimentada por todos os agentes. O futebol só tem interesse enquanto houver adeptos e estes querem um produto cada vez melhor."
E falou também do preço dos bilhetes: "Diminuir o IVA de 23% para 6% dos bilhetes permitira reduzir o preço"
Já sobre as apostas desportivas fez uma constatação: "A Liga recebe uma pequeníssima parcela das apostas. Fazia um apelo para que isso fosse repensado."
A finalizar, deixou uma certeza, relativamente às relações da Liga com a Federação: "Existe uma excelente relação. Há momentos de tensão, extrapolados pela comunicação, mas é um mito de que a relação não seja boa. Temos construído muitas coisas em conjunto."
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