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Só 6 sobreviventes em 18 comandantes

• Foto: Hélder Santos

Com meio caminho andado, a maior particularidade da Liga 2016/17 tem a ver com o elevadíssimo número de alterações no comando técnico das 18 equipas que discutem o campeonato. Ao cabo de 17 jornadas, só seis equipas mantiveram os treinadores, o que não deixa de ser significativo: Benfica (Rui Vitória), FC Porto (Nuno Espírito Santo), Sporting (Jorge Jesus), V. Guimarães (Pedro Martins), Arouca (Lito Vidigal) e V. Setúbal (José Couceiro) são os sobreviventes do início da época, sinal de que poucas formações se reviram ao longo da temporada no comando dos timoneiros que escolheram. Um caso é diferente dos outros: a saída de Jorge Simão de Chaves para Braga correspondeu à vontade do treinador, algo que, nos últimos anos, já aconteceu duas vezes, ambas tendo como protagonistas V. Guimarães e Paços de Ferreira: em 2009/10, Paulo Sérgio trocou a capital do móvel pelo Berço da nação, o mesmo sucedendo com Rui Vitória, em 2011/12.

As doze alterações registadas a meio da competição constituem um perfeito exagero. Pelo número mas também por comparação: sete em 2015/16, duas em 2014/15, quatro em 2013/14, quatro em 2012/13 e sete em 2011/12. Recuando mais no tempo, só em 2009/10 o desvario assumiu dimensão semelhante: num campeonato com 16 equipas, registaram-se dez mudanças envolvendo o mesmo número de clubes: Marítimo (Carvalhal por Van der Gaag), Sporting (Paulo Bento por Carvalhal), P. Ferreira (Paulo Sérgio por Ulisses Morais), V. Guimarães (Nelo Vingada por Paulo Sérgio), Naval 1º de Maio (Ulisses Morais por Augusto Inácio), V. Setúbal (Carlos Azenha por Manuel Fernandes), Académica (Rogério Gonçalves por André Villas-Boas), Belenenses (João Carlos Pereira por António Conceição), Nacional (Manuel Machado por Jokanovic, onde é que já vimos isto…) e U. Leiria (Manuel Fernandes por Lito Vidigal).

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