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Eriksson pensou nele como defesa-esquerdo, posição que entendia estar debilitada no plantel - na época anterior, em Viena, na final da Taça dos Campeões, adaptara Samuel, em detrimento dos especialistas Álvaro e Fernando Mendes. Mas, com o tempo, Schwarz revelou argumentos técnicos e vontade de participação no jogo que o aconselhavam para lugares mais adiantados. Ainda jogou a médio-esquerdo (faltava-lhe velocidade e talento para funcionar como criador de lances de ataque), até se fixar no centro do terreno, onde as características de lutador (por vezes excessivo), que tocava a bola com critério, ocupava bem o espaço e era perigoso na proximação à baliza pelo forte remate com o pé esquerdo, se sentiam mais confortáveis. Schwarz passou quatro temporadas na Luz e apesar de não ter começado bem - lesionou-se com gravidade pouco depois de ter chegado, num jogo em Setúbal (0-2), que marcou a única derrota do Benfica campeão em 1990/91 -, acabou por se impor na Luz de forma indiscutível.
Uma despedida dolorosa
Os números de Schwarz traduzem o percurso acidentado por lesões: 111 jogos e 10 golos - 77/8 na I Divisão. No final de 93/94, depois de contribuir para a conquista do título, o Benfica nada pôde fazer face à proposta do Arsenal. O sueco foi para Londres, ao mesmo tempo que Rui Costa seguia para Florença. Os adeptos lá sabiam por que motivo choraram a partida.