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O título mundial de sub-17, os irmãos futebolistas e o trajeto: quem é Daniel Banjaqui, novidade no onze do Benfica

O título mundial de sub-17, os irmãos futebolistas e o trajeto: quem é Daniel Banjaqui, novidade no onze do Benfica

Daniel Banjaqui é a novidade no onze do Benfica para a receção ao Estrela da Amadora. O jovem defesa, de apenas 17 anos, fará o seu primeiro jogo como titular pelas águias, depois de ter realizado a estreia absoluta na equipa principal em dezembro passado, diante do Farense, para a Taça de Portugal. Neste artigo, publicado originalmente a 18 de dezembro, recorde as palavras de João Pedro Teixeira, antigo treinador do jovem campeão mundial de sub-17 pela Seleção Nacional.

É na família o que tem menos nome de craque, mas o único que já estreou pela equipa principal do Benfica. Na quarta-feira, em Faro, no encontro dos oitavos de final da Taça de Portugal (),  Daniel entrou nos instantes finais, mas recebeu ainda assim um sinal de confiança de José Mourinho, que parece contar com ele para a equipa encarnada.

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Afinal, ao contrário dos irmãos (Figo e Zidane) e dos primos (Maldine e Rivaldo), o lateral direito é campeão do mundo (de sub-17), título conquistado há poucas semanas, em Doha, no Qatar.  João Pedro Teixeira, coordenador técnico da formação do Real Sport Clube, conhece bem o percurso, não apenas de Daniel Banjaqui, mas também dos irmãos e dos primos, todos eles 'descobertos' pelo clube da Linha de Sintra.

"São três irmãos, começaram todos nos benjamins do Real e o Daniel é o único que não tem nome de craque. O Zidane, que é o mais velho, joga atualmente na Grécia (Panserraikos), o Figo já terminou a carreira, mas também jogou futebol federado durante vários anos. Os primos também passaram pelo Real SC. Ele, sendo o mais jovem de todos, acabou por vir para o clube com os irmãos e os primos", historia João Pedro Teixeira, salientando que não demorou muito tempo até os observadores do Benfica identificarem as qualidades do jovem luso-guineense e a lançar-lhe a rede.

Banjaqui em ação no enontro de quarta-feira com o Farense
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"Foi para o Benfica no primeiro ou segundo ano de infantil. O que é algo incomum naquela idade, pois nem Benfica nem Sporting não tinham uma rotatividade muito grande nessa categoria. E lá fez toda a formação. No futebol de 7 não tinha uma posição definida, mas já era muito focado e bom defensivamente. Curiosamente, os três irmãos acabaram por fixar-se em zonas diferentes do terreno. O Zidane é avançado, o Figo médio e o Daniel lateral", verifica o coordenador de formação do Real, destacando a influência positiva do pai, Augusto, na evolução dos três filhos.

"É uma pessoa muito educada, impecável, deu-lhes uma boa educação, sem nunca ter sido o pai/empresário, o pai/treinador. Não era aquele tipo de pais que pressionam os treinadores para que os filhos joguem sempre. Confiou sempre no clube e nos treinadores que foram dirigindo os filhos", garante João Pedro Teixeira, que há algum tempo não está com os irmãos Banjaqui, embora, por vezes, ainda se cruze com Augusto.

A última vez que esteve com Daniel foi na época passada, num jogo do Campeonato Nacional de juvenis, entre o Real e o Benfica disputado em Monte Abraão. Este ano, não houve reencontro, uma vez que quando a equipa da Linha de Sintra jogou no Seixal, o lateral estava ao serviço da seleção nacional de sub-17, no Campeonato do Mundo. Além disso, Daniel Banjaqui já nem pertence à equipa de juvenis. Tem 17 anos, é certo, mas esta época apenas tem jogos pelos juniores, sub-23, equipa B e equipa principal. "Pela sua qualidade, o Daniel sempre jogou nos escalões acima do seu. Aquela família tem um ADN diferenciado e ele, desde que chegou ao Benfica, foi sempre titular. Mesmo nas transições de escalão nunca teve dificuldade em jogar", lembra o coordenador de formação do Real, partilhando com Record uma opinião pessoal e ao mesmo tempo técnica.

"Tendo em conta as suas características, se o Daniel não jogar na primeira equipa do Benfica será um desperdício. Até pela posição em que joga, tem tudo para poder afirmar-se", conclui João Pedro Teixeira. 

Por João Lopes
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