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Da divulgação de avaliações ao castigo de "dirigentes bipolares": as propostas de Manteigas para a arbitragem

João Diogo Manteigas
• Foto: SL Benfica

Em semana de clássicos, João Diogo Manteigas, ex-candidato à presidência do Benfica, apresentou um conjunto de propostas para a arbitragem, que vai da divulgação de relatórios e avaliações ao castigo de "dirigentes bipolares". Num extenso comunicado, o advogado, especialista em direito desportivo, defende a "transparência" na arbitragem.

O conhecido benfiquista começa por referir que Rui Costa deve "solicitar, imediatamente e de forma pública, a divulgação das avaliações sobre as equipas de arbitragem e de  VAR", para que se pereceba "a visão e o critério" de quem avalia. "O escrutínio é imperativo e tornou-se inevitável", sublinha.

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Nesse sentido, realça: "Há que aceder à avaliação dos atos praticados por quem nos causa legitimidade para duvidar. A transparência é a  única forma de sobrevivência no futebol português. Só assim se poderá confiar,  um dia e de uma vez por todas, na arbitragem nacional."

Depois, considera que o Benfica "tem o dever de vigilância institucional, podendo solicitar a convocação  urgente de reuniões com o presidente da FPF, LPFP e com todas as sociedades  desportivas interessadas", para que se promova "a abertura do setor ao  público em geral, com vista a garantir mais e maior integridade competitiva".

Manteigas passa, depois, às propostas, começando por questionar: "Com que justificação, meios e fins, foi implementada uma estrutura VAR no norte do país através da Associação Distrital de Futebol do Porto? Servirá apenas competições desportivas distritais ou pretende-se a sua ampliação a nível nacional conforme o atual Presidente da FPF deu a entender?

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 O candidato às últimas eleições das águias defende "a necessidade de publicação dos relatórios dos observadores dos árbitros", bem como do "fundamento para as nomeações das equipas de arbitragem nos jogos da 1.ª e da 2.ª Liga", sugerindo "a presentação urgente de uma base para um projeto-lei aplicável exclusivamente aos árbitros".

Esse projeto-lei, concretiza, deve incluir "a formação e respetivo plano de carreira das associações distritais até à FPF, as formas de recrutamento, as regras deontológicas, os regimes de incompatibilidades e impedimentos, e a definição do regime profissional, com recurso ou à figura de contratos de trabalho ou à de prestações de serviços".

"Deve ser implementada, definitivamente, a equiparação legal entre árbitros, treinadores e atletas enquanto agentes diretos no espetáculo desportivo. Numa altura em que se caminha a passo rápido para a centralização dos direitos audiovisuais, o setor profissional do futebol não pode permitir que se duvide constantemente do rigor e seriedade dos árbitros, bem como deve sancionar severamente trocas de acusações pífias entre dirigentes bipolares", conclui.

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Por Nuno Martins
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