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Jorge Jesus está enclausurado em casa, a meditar sobre a direção que vai dar à carreira.
Beneficiando do apoio dos familiares mais próximos, o treinador do Benfica tem a perfeita noção de que a sua vida sofreu uma volta de 180 graus nos últimos 15 dias, ou seja, a partir do momento em que a tripleta se transformou... em gigantesca frustração. Por enquanto, não há qualquer definição relativamente ao futuro. Aquilo que ele mais quer, por ora, é que lhe deem tempo e espaço para refletir.
O técnico sabe que está numa encruzilhada e que perdeu grande parte do apoio que chegou a ter junto do universo benfiquista. De personagem praticamente consensual, Jesus passou a ser contestado em algumas latitudes, por vezes de forma veemente, quase chegando à agressão. Isso fá-lo vacilar, mesmo acreditando no projeto que vem edificando há quatro temporadas.
SAD debateu
A SAD teve ontem a habitual reunião das segundas-feiras, na qual este dossiê esteve em cima da mesa. Já não estando tão certo da necessidade de renovar com Jesus como quando deu a entrevista à Benfica TV, Vieira irá reunir-se com o treinador nos próximos dias para, de uma vez por todas, resolver aquele que é considerado o assunto prioritário. O líder diretivo não quer perder margem de manobra para um eventual plano B.
PONTO DA SITUAÇÃO
- Jesus está a pouco mais de 30 dias do final do contrato com o Benfica. Conquistou um campeonato nacional e três Taças da Liga nas últimas quatro temporadas
- O treinador das águias viu a sua situação no clube alterar-se radicalmente. A unanimidade que havia em torno dele deixou de existir. Quase acabou agredido no Jamor
- Vieira ainda não falou publicamente após o fracasso no Estádio Nacional. O líder do Benfica fez, no entanto, questão de conversar com o plantel no balneário e no autocarro