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O último debate entre João Noronha Lopes e Rui Costa na corrida à presidência do Benfica teve os ânimos exaltados e com várias trocas de acusações. Perante este contexto, é possível determinar um vencedor? À conversa com Record, Rui Mergulhão Mendes, analista comportamental, deu o triunfo a Rui Costa, sobretudo pela maior tranquilidade, sendo que, do outro lado, encontrou Noronha Lopes com "nervosismo."
"Rui Costa esteve melhor e mais tranquilo. Quem teve maior descontrolo em todo este processo foi, de facto, João Noronha Lopes. Houve descontrolo emocional, na voz. Muitas das vezes falou muito rápido por querer dizer muita coisa. Vemos maiores níveis de ansiedade, o que dá menos segurança a quem está a ver. Não é por falarmos rápido que vamos evidenciar segurança e assertividade", expressou.
Rui Mergulhão Mendes considera que Rui Costa estava mais confortável, até pelos resultados da primeira volta, e deu um exemplo. "Há um momento em que Noronha Lopes está completamente exaltado e o Rui Costa está a rir-se, o que dá segurança a quem vê. Estamos a ver um irritado e estamos outro calmo, a sorrir e a dizer, 'isso é uma coisa que você está a dizer, mas não comprova isto e aquilo'", sustentou.
O momento em que Rui Costa entregou uma ata no momento em que acusou Noronha Lopes de ter trabalhado apenas 58 dias no Benfica, algo já negado pelo então presidente Manuel Vilarinho, foi outro episódio que terá dado vantagem ao incumbente. "Quando o Rui Costa o confronta com uma ata, Noronha Lopes descontrola-se completamente. Quando levamos um documento, quem está de lado lá acredita naquilo. São técnicas com muitos anos", destacou.
Ainda assim, Rui Mergulhão Mendes admitiu que "Rui Costa também não tem um controlo muito grande" e deixou uma correção. "Fechar muito os olhos e deixá-los muito tempo fechados não são bons momentos de comunicação. Pode evidenciar uma pressão grande do ponto de vista cognitivo e pode levar-nos, inclusivamente, à não aceitação daquilo que está a ser dito", analisou.
Mergulhão Mendes argumentou ainda que Rui Costa teve de melhorar no aspeto comunicacional para esta campanha. "Rui Costa precisava de melhorar a comunicação. Não é hábil. Não podemos dizer que seja um perfil de comunicador de excelência. Dos presidentes dos três grandes, talvez André Villas-Boas leve vantagem", sustentou.
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