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Para Rui Gomes da Silva, a detenção de Paulo Gonçalves por suspeitas de corrupção "não é um dia negro" para o Benfica, mas "é um dia triste". Começando por recordar o princípio da "presunção de inocência para todas as pessoas", o antigo vice-presidente dos encarnados manifestou a sua "consideração pessoal" pelo assessor jurídico das águias, com quem partilhou "muito tempo" quando esteve na direção.
Por isso, defende que dentro do Benfica deve haver solidariedade institucional. "Se estivesse lá dentro, seria solidário. Agora não é tempo de alguns dos ratos abandonarem o navio. Devem ser todos solidários. Há dificuldades em cada mandato, as pessoas são julgadas em termos globais. Se um comete um erro, cometem todos. Há aqui uma responsabilidade solidária", avisou, em declarações à Antena 1, referindo ainda que a esta situação não tira legitimidade à atual direção: "Não se pode questionar a legitimidade de quem ganhou eleições há cerca de ano e meio."
O advogado recordou que "o Benfica também já teve outras situações de pessoas que nem sequer tinham cargos no clube, que extrapolaram as suas competências, que trocaram até emails em determinadas situações que lamento e continuaram no Benfica", assumindo que se referia a Pedro Guerra "e outras pessoas". Por isso, se essa é "a matriz", defende "a continuidade de Paulo Gonçalves".
Reconhecendo que é são "nuvens cinzentas que pairam" sobre o clube, Gomes da Silva desafiou Luís Filipe Vieira a "esclarecer estas sucessivas situações menos próprias" a que não estava "habituado". "Terá de dizer aquilo que disse aos benfiquistas em Braga, que podem dormir descansados", acrescentou.
O antigo administrador da SAD das águias considera que o presidente "já demorou muito tempo a reagir em relação a outras situações". "Mais do que tristes, põe-nos com algumas dúvidas sobre a disponbilidade de quem tem a responsabilidade de gerir para os próximos combates que vão ser duríssimos. Se formos penta, devemos a todos os jogadores que lá andam. Mas o Benfica é muito grande, é muito mais do que isto e há de ser muito superior a tudo isto e superar estas dificuldades", avisou.
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