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Rui Vitória volta a pedir equipa a jogar no 'red line'

• Foto: Lusa

Na terça-feira, o Benfica joga uma cartada decisiva na Liga dos Campeões, diante do Nápoles, numa partida na qual Rui Vitória espera dificuldades, ainda que deixe claro que o objetivo das águias seja vencer. Para tal, o técnico encarnado deu o mote, pedindo para que os seus jogadores joguem no 'red line' - uma expressão que utilizou variadas vezes na temporada passada, também na Champions.

"Em relação a nós, temos a noção clara do que temos a fazer. Não trabalhamos em vão. Trabalhamos com identidade, de forma a nos apresentarmos com determinadas características, que amanhã não vão mudar. Será um jogo difícil, complicado, mas vamos entrar em campo com uma determinação e convicção muito grandes. Isso não invalida que não sejamos demasiado atrevidos. Pela frente vamos ter uma equipa de qualidade, que estará no top-3 em Itália. Tem muita qualidade de jogo e tem mostrado ao longo do tempo que não se preocupa com questões ofensivas e defensivas. Tem a mesma identidade, jogue em casa ou fora. Vem cá para discutir o jogo, para o dividir, e nós temos de perceber aquilo que temos de fazer e o que o Nápoles vai fazer. Será um jogo bem disputado, diante de uma belíssima equipa. Que trabalha e joga junta há muito tempo. Mas isso não invalida a nossa ambição", começou por dizer, em conferência de imprensa.

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Na memória ainda está o encontro da 2.ª jornada deste grupo B, no qual as águias perderam por 4-2. Uma partida marcada pelos golos sofridos de rajada, algo que Vitória não quer ver de novo. Mas, então, o que tem de ser diferente? "Cada jogo tem uma vida própria e nunca podemos prever. Ninguém imaginaria que iríamos sofrer 4 golos. Mas a vida no futebol tem estas circunstâncias... Saímos de Nápoles em último e hoje estamos aqui a disputar a liderança. O que vai mudar? Temos de ter níveis elevadíssimos de concentração, intensidade e determinação, para levar de vencido este adversário. Temos de jogar no 'red line' e perceber o que é a Liga dos Campeões. Desde que trabalhámos juntos, já vamos com 15 jogos europeus, com um bom desempenho... Não sabemos o que vai acontecer, mas estamos à beira de uma segunda passagem consecutiva. Percebemos e entendemos muito bem o que é a Champions. Tem de se jogar concentrados e determinados, sempre no 'red line' É uma final e vamos jogar o jogo como tal", assegurou.

Pressão não incomoda

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Questionado sobre a eventualidade de o seu Benfica sentir mais dificuldades quando atua perante equipas mais pressionantes, Vitória não partilha da mesma opinião e explica: "Aceito, mas não concordo. O Marítimo não foi pressionante... Já jogamos em Kiev este ano e ganhámos. Em Munique, num campo complicadíssimo. Fomos a Madrid e ganhámos. Não vejo por aí. Cada jogo tem a sua vida própria. Cada equipa tem a sua vida própria. O Nápoles, por exemplo, está num nível de maturação ótimo e vai apresentar-nos muitas dificuldades. Será pressionante, é uma equipa agressiva com e sem bola. Temos de entender e perceber que são estas as características do Nápoles, mas nós temos as nossas armas. A nossa equipa a qualquer momento pode criar perigo, pois temos jogadores que podem desequilibrar".

Pela primeira vez esta época, o Benfica chegará a um jogo da Champions depois de uma derrota, um cenário que para Rui Vitória... não muda nada. "É evidente que estamos habituados a ganhar. Não aconteceu, mas ninguém pode desmentir que em todos os jogos, tenhámos ganho por 1, 4 ou 6, nunca tivemos postura diferente a seguir. Soubemos ganhar bem quando ganhámos, mas voltámos à estaca zero e fomos ao outro jogo. Claro que é melhor trabalhar em cima de vitórias, mas quando se perde não é isso que muda. Os jogadores estão preparados e ninguém pode prever ou garantir nada. Podemos sim dizer que os jogadores têm convicção do que é para fazer. o que temos feito é positivo e um resultado não muda o que quer que seja."

Por Fábio Lima
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