A derrota na final da Taça de Portugal frente ao V. Guimarães (1-2) marcou o desfecho da quarta temporada de Jorge Jesus ao serviço do Benfica. Do onze derrotado do Jamor e daquela que foi a equipa mais utilizada por Jorge Jesus ao longo da temporada, apenas Maxi Pereira, Luisão e Cardozo sobrevivem desde a época de estreia do técnico na Luz, em 2009/10, quando conduziu as águias ao último título.
Nessa temporada destacavam-se nos encarnados jogadores como Aimar, que esta temporada praticamente não jogou, Saviola, Javi García, David Luiz, Di María e Ramires. Na baliza estava Quim e Coentrão começava a despontar como lateral esquerdo. O sucesso na Liga conduziu às saídas de Ramires e Di María para Chelsea e Real Madrid, respetivamente, enquanto o guardião terminou contrato sendo dispensado por Jesus.
Em 20010/11 são contratados Salvio e Gaitán para entrarem diretamente no onze, compensando assim as baixas nas alas. Na baliza o eleito é o espanhol Roberto. David Luiz é transferido a meio da temporada para o Chelsea e é Jardel quem termina a época a formar dupla com Luisão. No final desse ano, Salvio regressa ao At. Madrid depois de terminar o empréstimo na Luz e Coentrão ruma ao Real Madrid. Também Roberto acaba por sair, face à enorme contestação às exibições do guardião.
Na época seguinte chegam muitos reforços à Luz. Artur impõe-se na baliza, Witsel no meio-campo e Garay no centro da defesa. Saviola perde a titularidade e é Bruno César quem entra no onze a meias com Nolito. Também Rodrigo chegou a ser titular no esquema de Jesus. Para a esquerda da defesa chegou Emerson, mas as suas exibições foram sempre criticadas pelos adeptos.
Já este ano, o técnico encarnado perde Javi García e Witsel logo no início da temporada, vendo-se obrigado a lançar Matic às feras e a adaptar Enzo Pérez ao centro do terreno. No lugar do criticado Emerson, que deixou a Luz, surge o também adaptado Melgarejo. Salvio regressa à Luz e assume a titularidade na ala direita, enquanto Lima é contratado ao Sp. Braga e se torna numa referência no ataque. Ola John e André Almeida foram os jogadores que surgiram mais vezes como alternativas aos habituais titulares.
Quatro temporadas realizadas por Jesus ao serviço das águias e 23 jogadores diferentes utilizados no onze base, tendo mudado de esquema tático em três ocasiões.