Tiago Gouveia foi cedido ao Nice na reta final do mercado de verão em virtude da escassa utilização por parte de Bruno Lage. Emprestado até final da temporada, com os franceses a terem opção de compra por 8 milhões de euros, o extremo admite agora que está convicto que teria mais minutos com José Mourinho com base em apostas recentes do técnico setubalense.
"Se teria ou não tomado a mesma decisão... Eu sou de origem um extremo vertical e o míster José Mourinho parece gostar de extremos mais verticais. Lukebakio tinha bastante tempo de jogo antes da lesão, o próprio Rodrigo Rêgo é um extremo com o qual até me identifico um pouco na forma de jogar, tem algumas parecenças comigo e foi um jogador em que o míster apostou", afirmou Tiago Gouveia em entrevista à Sport TV.
O extremo, de 24 anos, deixa implícito que se arrepende da decisão que tomou em finais de agosto. "O Ivan Lima também é um extremo vertical, ou seja, olhando para as características dos jogadores que o míster tem utilizado naquela posição e olhando para as minhas próprias características talvez pudesse ter mais minutos do que teria com o míster Bruno Lage", explicou o internacional Sub-21.
A aventura no Nice não está a correr da melhor forma, com a equipa a ocupar um modesto 13.º lugar na Liga francesa e a ser afastada da Liga Europa com 0 pontos na fase de liga (em que perdeu com o FC Porto e Sp. Braga). Após o desaire (0-2) no terreno do Lens - a nona derrota consecutiva em todas as competições -, os adeptos furiosos fizeram uma receção à equipa e os insultos subiram de tom à entrada do centro de treinos.
"A situação foi um pouco dura porque ninguém estava à espera. Fomos avisados quando chegámos ao aeroporto que eles estariam aqui à nossa espera. Avisaram-nos que estavam 100 ou 200 aqui, penso que eram mais, e à medida que o tempo foi passando o cenário mudou um pouco, Obrigaram-nos a sair do autocarro e a passar entre eles porque bloquearam a entrada do centro de treinos", relatou, sublinhando que foram ultrapassados os limites.
"Tivemos de sair do autocarro e entrar a pé no centro de treinos, passando no meio deles. E aí praticamente fomos um a um, nem fomos em grupo. Eu andei, nem olhei para trás, fui sempre em frente. Fui um pouco insultado, acho que eles aí descontrolaram-se, passaram dos limites, mas é passado", referiu à Sport TV, acrescentando: "É claro que isso fica marcado, fica sempre uma cicatriz no grupo, mas temos o nosso trabalho a fazer. Estamos confiantes e isso é o mais importante."
Por Nuno Miguel FerreiraFora dos planos de José Mourinho até ao final da temporada
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