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Miguel Ribeiro, presidente da SAD, continua a fazer a defesa dos planos europeus do Famalicão e não revelou os destinos das principais joias do plantel, como são Gustavo Sá, Ibrahima Ba, Mathias de Amorim, Rodrigo Pinheiro e Sorriso, mas garantiu que “o Famalicão está apetrechado para quatro saídas”.
“O nosso objetivo é estabilizar o Famalicão como o 5º maior clube português e as soluções para a próxima época estão dentro de portas porque são jogadores de qualidade que ainda não tiveram tantos minutos, como são, por exemplo, Roméo Beney e o Aranda”, comentou o dirigente ao podcast Primeiro Toque depois exprimir uma “divida de gratidão para com Gustavo Sá”, jogador que considera ser "a imagem do Famalicão 2.0": “Aos 18 anos o Gustavo Sá renovou por cinco anos porque acreditou no nosso projecto quando não lhe faltaram oportunidades para sair e podia, perfeitamente, ter ido para a equipa B do Benfica ou do Sporting. Se tivesse saído para uma redoma, como acontece com a maioria das promessas portuguesas nessas idades, agora, com 21 anos, provavelmente estava a vir para o Famalicão, mas fez o percurso inverso e vai voar muito alto, como o Ibrahima Ba. Vão entrar pela porta da frente nas melhores equipas do mundo”.
Pedra no sapato
A falta de condições do Estádio Municipal de Famalicão foi outro assunto que mereceu especial destaque de Miguel Ribeiro, com o dirigente a revelar todo o seu desconforto pela impossibilidade de dotar a estrutura com "todas as funcionalidades inerentes ao espetáculo que a Liga Betclic tem de ser".
"A questão do estádio é tão decisiva para a evolução do Famalicão como foi o centro de treinos, mas o caso do estádio será sempre uma pedra no nosso sapato. O Estádio serve para jogar, mas já não servia para treinar 320 dias por ano naquelas condições. Ficava difícil gerir os nervos dos jogadores e por isso construímos o centro de treinos. A ideia para o estádio é criar um cartão de visita de Famalicão. Uma estrutura capaz de criar sustentabilidade, fixar os nossos milhares de adeptos e proporcionar dinâmica ao concelho com a receção de 2000 adeptos visitantes por jogo, mas não tem ponta por onde se lhe pegue. O nosso estádio perde em tudo. Não há nada que gosto, nem dos balneários, até porque vivemos em contentores", desabafou Miguel Ribeiro, garantindo que "a força do Vitória de Guimarães está muito vinculada à forma como o seu estádio cativa os adeptos, da mesma forma que o Boavista viveu muito para lá das suas capacidades porque tem uma estrutura impressionante".
Por Pedro Malacó