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A segunda despedida do «piccolo» Rui Barros

UM dia chamaram-lhe ”rato atómico”, expressão curiosa e com sentido de humor, mas que o definia como jogador. Rui Barros, o ”piccolo” que bem cedo saiu das Antas para vingar na poderosa Juventus de Itália, consegue sair ”em grande” no culminar de uma carreira brilhante com passagens também pelos franceses do Monaco e do Olympique de Marselha. No regresso a Portugal, teve ainda tempo de ”passar” a experiência adquirida no estrangeiro e ficar com o nome bem gravado na histórica conquista do ”penta” do FC Porto. Já sabe que não vai chegar ao desejado ”hexa”, mas apresenta com um simples sorriso a firme vontade de ainda se despedir com a conquista da Taça de Portugal. Para hoje, está marcado o segundo, e verdadeiro, adeus, depois de no domingo ter sentido como nunca o sincero obrigado dos seus adversários com a salva de prata oferecida pelos jogadores do Sporting. Na significativa prenda, uma missiva também de registo com o cumprimento para ”um pequeno grande campeão”.

Mas no dia da segunda despedida, Rui Barros terá praticamente planeado o seu futuro, ele que publicamente já manifestou o seu desejo de passar a ser ”olheiro” do FC Porto. ”Gosto de descobrir novos talentos porque foi assim que comecei”, disse ele um dia.

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Um futuro agora mais próximo que não será difícil de concretizar, nem que seja com uma simples conversa, à imagem do que ele foi como jogador e o que é como homem. Rui Barros saiu de Paredes para ser estrela, mas continuou com a personalidade vincada de pessoa humilde e determinada na concretização dos seus propósitos. De tal maneira que esta tarde, passadas dez temporadas, pode sorrir novamente ao lembrar a ”farpa” do ”patrão” da Juventus Gianni Agnelli: ”Não gosto de jogadores que não consigo ver da bancada...”

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