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Barry – O FC Porto perdeu quarta-feira, por 3-1, com o Barry Town. Verdade. O colosso nortenho foi humilhado por uma espécie de clube de bairro, dos arredores de Cardiff, capital de Gales, um pedacinho de terra no Oeste de Inglaterra. A ambição galesa frente à displicência portuguesa. A vontade dos fracos frente à arrogância dos fortes. Era assim uma espécie de luta desigual, pelo que os portistas tinham a obrigação de ganhar. Mesmo sem o arsenal ofensivo de há uma semana. Acontece que a facilidade com que Rafael chegou ao golo (17) acabou por ser mal assimilada. Nas Antas, a cada golo marcado a equipa queria outro. Quarta-feira, quais fidalgos, os jogadores olharam para o jogo, após o 1-0, como se de um frete se tratasse.
Na véspera, Pinto da Costa e Octávio Machado haviam colocado como exigência mínima ganhar o jogo, por forma a ajudar Portugal no “ranking” da UEFA. Pelos vistos, ou o mesmo discurso não foi feito perante os jogadores ou estes ignoraram-no. E aconteceu o impensável: o FC Porto saiu humilhado de Gales. Se até aqui os dragões podiam ter razões de queixa, pelo facto de amealharem pontos para o “país”, a partir de ontem têm de aprender a viver com a nova realidade – é que até a equipa cuja bandeira é o rigor e o profissionalismo cometeu um erro de todo no tamanho. Os tempos estão, definitivamente, a mudar.
Das Antas para Barry manteve-se apenas o capitão Jorge Costa na equipa, que Octávio colocou a jogar em 3x4x3, frente a uns galeses com semelhante opção táctica. Cedo se percebeu que um treinador português voltava a cometer um erro tantas vezes repetido por outros colegas: apostar em 3x4x3 sem ter a equipa rotinada para tal sistema.
Mas houve outras razões a ajudar a tamanho descalabro – desde logo as exibições muito fraquinhas dos médios de cobertura: Quintana meteu dó, Costinha mal se viu; junte-se-lhe os desempenhos assustadoramente pobres de Rubens Júnior e Ibarra, mais a desinspiração de Cândido Costa, e percebe-se que a formação de Octávio não tinha meio--campo nem alas. Sobrava, para disfarçar, a arte de Rafael e pouco mais.
Quando, em dois minutos, o Barry fez outros tantos golos, perante uma defesa completamente perdida nas marcações, temeu-se o pior. Até porque logo depois a reacção portista esbarrou na inaptidão de Alessandro para fazer golo (42).
A entrada de Hélder Postiga, aos 52 minutos, para o lugar de Ibarra levou ao recuo de Cândido Costa. E como pouco depois saiu Rafael, que era o avançado, mesmo assim, mais criativo, as dúvidas acentuaram-se: o que queria Octávio com tais mexidas? Talvez fazer conta com a vontade de Postiga, que até esteve perto do golo (60 e 61). Mas não fazia muito sentido, de repente, e em desvantagem, apelar a Alenitchev (saiu Rafael), quando se sabe que o russo está para ser negociado para o Galatasaray. Mesmo sem saber ler português, já alguém lhe terá dito que os jornais escrevem sobre essa possibilidade desde há largas semanas. E mesmo ao ver-se no banco de forma constante, ele também percebe que não conta muito para este “filme”. Ora, dali dificilmente surgiria a injecção de vontade.
De equívoco em equívoco até ao “penalty” que colocou o resultado com números impensáveis: 3-1. E Lloyd, autor desse golo, que se bateu com Cândido Costa o jogo todo, teve tempo e razão para olhar para o portista, apontar-lhe o dedo e dirigir-lhe algumas palavras, como que a dizer: “Sou maluco (Costa acusou-o disso ao árbitro), não jogo nada, mas ganhei”.
O árbitro não assinalou um “penalty” a favor do FC Porto, quando Cândido Costa foi atropelado na grande área (20).
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