Capitão Rúben Neves tem aval da "velha guarda"

Capitão Rubén Neves tem aval da velha guarda
• Foto: Manuel Araújo

Aos 18 anos, Rúben Neves já sabe o que é ser capitão do FC Porto. Domingo, frente ao Belenenses, o médio portista estreou-se no campeonato com a braçadeira de capitão, depois de Maicon ter saído lesionado. Não é habitual ver jogadores tão jovens a assumir a liderança de uma equipa, mas esta decisão tem o aval de jogadores da velha guarda, que veem o internacional Sub-21 como um “jogador à FC Porto”, conhecedor do que é a “mística portista”.

“Não fiquei surpreendido. Não havia muitas escolhas de referência e é preferível ver um miúdo de 18 anos mas que conhece bem o clube e que tem perfil de liderança. É um jovem das escolas do FC Porto, que sente a camisola de forma diferente, que pode ser transmissor do que é a mística portista. Infelizmente, por várias razões, a aposta nos jovens não tem sido grande e espero que esse paradigma mude de forma mais concreta e não apenas no discurso”, afirmou Vítor Baía, antigo guarda-redes e capitão portista, a Record.

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Também Jaime Magalhães aprova a coragem de Julen Lopetegui de entregar a braçadeira de capitão ao jovem médio: “Há poucos jogadores portugueses e este pertence à casa. Mesmo com a idade que tem, e ele não parece ter 18 anos, é a pessoa indicada para o lugar. Mas espero que não lhe suba à cabeça. Se continuar a trabalhar como até aqui, Rúben Neves vai longe. E nós precisamos destes jogadores à FC Porto”, considerou o antigo médio, campeão europeu pelos azuis e brancos.

Futuro brilhante pela frente

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Rúben Neves, que chegou à equipa principal do FC Porto na última temporada – é o mais jovem futebolista de sempre a jogar a titular pelo clube no campeonato, tendo marcado o seu único golo na Liga NOS logo na estreia –, já foi opção de Lopetegui no meio-campo portista em cinco partidas esta época, três para o campeonato nacional e duas na Liga dos Campeões, somando 426 minutos em campo. E na opinião de Jaime Magalhães até deveriam ser mais.

“O meio-campo portista está recheado de grandes jogadores, mas penso que o Rúben, pelo que tem demonstrado, deveria jogar sempre. Tem todas as capacidades para ser um grande valor do FC Porto e espero que fique por cá muitos mais uns anos”, afirmou.

Também Vítor Baía acredita que o jovem médio “tem um futuro brilhante pela frente e que será uma das grandes referências do futebol nacional, da Seleção e do FC Porto”, e que o envergar a braçadeira de capitão tem de ser um “motivo de orgulho” para um miúdo que “demonstra grande personalidade e uma grande atitude”.

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“É um digno capitão, seguidor da mística portista. Em campo, tanto ele como o André André dão mais do que o normal. Há qualquer coisa diferente, são um bocadinho mais. São jogadores à FC Porto. Deixam tudo em campo, em todos os jogos, em todas as competições”, justificou o antigo guardião portista.

O exemplo de Moutinho 

O caso de Rúben Neves pode ser comparado ao de João Moutinho, que em 2006, com 20 anos, assumiu o papel de capitão no Sporting. Na temporada 2006/2007, a maturidade revelada em campo pelo agora jogador do Monaco, que também passou pelo FC Porto, e o facto de ser um jogador da formação leonina fizeram dele um dos mais jovens futebolistas portugueses a envergar a braçadeira de capitão.

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