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O jovem nigeriano Chidozie foi o talismã que mudou a sorte do FC Porto nos clássicos a sul. Os azuis e brancos levavam dez jogos sem conseguirem impor-se no reduto dos principais rivais, precisamente desde que Maicon apontou o golo que abriu caminho à conquista do título em 2012/13. Com o brasileiro caído em desgraça devido ao seu comportamento contra o Arouca, e a baixa de Marcano a parecer confirmar a receita para o desastre, a coragem do central que vinha mostrando qualidade na equipa B foi determinante.
Para além da sua prestação defensiva, foi um corte arrojado de Chidozie que levou a bola até Brahimi e deu início à jogada do tentou que carimbou a vitória na catedral encarnada. O nigeriano que fez 19 anos no início do mês passado superou o peso de estar a fazer a sua estreia no campeonato e transmitiu confiança, confirmando os indicadores da Taça CTT, com o Feirense. Em suma, justificou a aposta de risco de Peseiro, que tinha no outro prato da balança a opção de recuar Danilo Pereira e lançar Rúben Neves no miolo.
O protagonismo de Chidozie recupera a memória de Mikel Agu, compatriota que também se estreou a titular na 1ª Liga contra o Benfica, na última jornada de 2013/14. Só que uma lesão grave logo no primeiro treino da época seguinte abortou a sua evolução.
Por Vítor Pinto