Diogo Costa e o 'assédio' inglês: «Toda a gente sabe que a Premier League é a melhor liga do mundo»

Diogo Costa
• Foto: FC Porto

Diogo Costa, capitão de "uma equipa da classe trabalhadora que para ganhar sempre precisou de correr mais, de trabalhar mais e de se esforçar mais do que os adversários", deu uma grande entrevista ao 'The Athletic' na qual não foge ao tema do 'assédio' que lhe chega da Premier League.  

"Toda a gente sabe que a Premier League é a melhor, ou uma das melhores, ligas do mundo. Se perguntarem a todos os jogadores no mundo se gostariam de jogar na Premier League, acho que não há nenhum que não gostasse. Mas acabei de renovar e estou extremamente feliz. É um sonho tornado realidade e como vim de uma família portista estarei sempre feliz aqui. Cláusula de rescisão? É apenas uma parte do contrato e foi o acordo a que chegámos. Todos os anos há sempre quem pense se eu vou ficar ou sair, mas isso faz parte da vida de um profissional de futebol", assumiu, sublinhando a "ligação emocional" forte ao FC Porto. "Cheguei aqui muito menino, com 13 anos acabados de fazer. Todos temos o sonho de poder jogar na equipa principal e de representar o FC Porto. Vemos tantos ídolos que passaram pelo clube e sonhamos representar o clube da forma que eles representaram. Venho de uma família que é portista, por isso toda a gente consegue imaginar o que é jogar pelo meu clube. Existe uma ligação emocional muito mais forte e um grande orgulho. Todos temos o sonho de ser jogadores do FC Porto, mas também sabemos que muito poucos chegam lá. Jogar aqui e ainda por cima enquanto capitão, algo que nunca imaginei ser tão cedo… estou muito grato ao FC Porto por tudo o que me ensinou como jogador e como homem. Já admiti que se tivesse de jogar aqui durante toda a minha carreira seria extremamente feliz, por isso este é um sonho tornado realidade".

PUB

'Especialista' em penáltis  - "há uma característica muito importante também, que é o nosso instinto", esclarece, Diogo Costa diz não ser adepto das cábulas na garrafa. "Prefiro não ter nada, mas isso é algo muito pessoal. Conheço guarda-redes que levam sempre levam esses exemplos. Já disse ao nosso treinador de guarda-redes, o Iñaki (Ulloa), mas ele mesmo assim faz. Nunca levo para a baliza, gosto muito de sentir o jogo. Gosto de sentir o que o jogador me está a dizer com a sua linguagem corporal, gosto muito de ver através dos olhos do jogador e também consigo decorar as suas ações de penálti", atira. 

E precisa: “Agora tenho 26 anos, mas entre os 18, 19, 20 ou 21 [os penáltis] era algo que eu treinava. Quando treinamos defender penáltis, seja a técnica da queda, a forma como atacas a bola ou as estratégias para poder ser o mais explosivo possível… tudo isso tem um treino por trás. Hoje em dia isso é algo que eu não gosto muito de trabalhar, porque os jogadores com que eu treino não são os jogadores que eu vou apanhar no jogo. Acho que essa técnica de atacar a bola, de queda e de ser o mais explosivo possível é algo que já se trabalha todos os dias, é quase como o pequeno-almoço, e eu como sempre quase a mesma coisa ao pequeno-almoço. Não é algo que eu goste muito de trabalhar nos treinos, porque no jogo é diferente. Com a pouca experiência que tenho fui-me apercebendo que há um treino por trás, mas no jogo é muito instinto também. A leitura da forma como o batedor corre para a bola, ver vídeos, as alterações na corrida tendo em conta o lado que ele escolha... isso tem mais influência do que treinar penáltis todos os dias. Há uma característica muito importante também, que é o nosso instinto. Saber cheirar, como se diz no futebol, saber o que o jogador vai fazer… isso não é algo que eu goste de treinar todos os dias."

PUB

Sobre o que falta da época, o guarda-redes não esconde o otimismo: "Estamos muito confiantes, porque sempre acreditamos no trabalho desde o início. O mister já falou disso várias vezes, quando disse que nós somos uma equipa da classe trabalhadora. Isso é o mais importante e é isso que nos pode levar ao sucesso. Estamos confiantes porque temos feito esse trabalho bem feito e queremos fazê-lo melhor, seja em termos táticos ou em termos da evolução de cada jogador. Esse é o caminho para se ter confiança e sucesso", sublinhando o dedo de Farioli 'neste' FC Porto: "Existe um estilo de jogo, principalmente em posse, e cada treinador tem a sua forma de ver a tática, de criar essas oportunidades ofensivas, e este é o seu estilo. Acho que dá para perceber que mudámos em todas as posições, mas ele já foi treinador de guarda-redes e gostamos de discutir o que é que é melhor ou pior. De um modo geral, não mudou muita coisa, há apenas uma nova forma de jogar, que é a do mister.”

Sobre a 'identidade' do clube e da cidade, o camisola 99 foi direto: "O Porto nasceu do sofrimento, em contraste com a capital, e, para se ganhar, costumamos dizer que a qualidade não chega. É preciso querer mais do que os outros e essa identidade já existe desde que o Porto existe."

PUB

Por Record
5
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de FC Porto Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB