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O diretor de comunicação do FC Porto teceu duras críticas à atuação da equipa de arbitragem no clássico de sexta-feira, incluindo o vídeo-árbitro (VAR). Francisco J. Marques apontou alguns erros, com especial destaque para o fora-de-jogo assinalado a Aboubakar na segunda parte.
"É um erro inadmissível que tem de ter consequências. Um erro destes não pode passar como se nada tivesse acontecido. O Aboubakar está em jogo 2,6 metros, um árbitro assistente que não é capaz de avaliar uma situação destas não pode apitar numa competição profissional, é um erro grave demais. Se calhar precisa de duas ou três semanas de descanso", começou por apontar o diretor dos dragões, no Porto Canal.
Francisco J. Marques colocou depois o foco no árbitro. "Jorge Sousa apitou antes do tempo e impediu assim o recurso ao VAR, que iria validar o golo. Vimos mil e uma teorias no país do nacional-benfiquismo, mas este lance é uma vergonha. Não tenho memória de um erro tão grande. A classificação do campeonato é uma mentira, porque o FC Porto deveria ter 37 pontos e o Benfica 29. Isso faz toda a diferença", lembrou o diretor dos dragões.
Para além do lance entre Marega e Jardel na área do Benfica – "fica penálti por marcar" –, na mira de Francisco J. Marques esteve também a intervenção de Luisão em que os portistas reclamaram mão do brasileiro: "Há um movimento do corpo na direção da trajetória da bola e com o braço corta a bola. Isto é lance de penálti em qualquer parte do Mundo. Foi uma péssima arbitragem, mas no FC Porto ninguém julga a idoneidade e a seriedade do árbitro ou do VAR. No entanto, foram lances que tiveram influência no resultado. É inaceitável. É obrigação do VAR prestar um auxílio correto."
Abordada foi também a invasão de campo do adepto do FC Porto, uma situação que "nunca tinha acontecido em 14 anos de Estádio do Dragão" e que foi explicada pelo facto de os stewards terem tirado o foco da bancada, devido ao "sururu provocado por Tiago Pinto, tendo de acudir a uma situação mais problemática".
Por Rui Sousa