_

Gabri Veiga e os momentos de "muito mais intensidade" no futebol português: «Por vezes não existiu respeito»

Gabri Veiga deixa elogios a Farioli e analisa a temporada com a camisola do FC Porto
• Foto: Movephoto

Gabri Veiga trocou o Al Ahli pelo FC Porto no verão do ano passado e sagrou-se, esta temporada, campeão nacional. Em entrevista ao 'AS', o criativo espanhol fez uma análise àquilo que (até agora) viveu na Invicta e deixou muitos elogios a Francesco Farioli, explicando o método de trabalho do treinador italiano.

"Vínhamos de um ano difícil, sem termos alcançado os nossos objetivos, e o presidente tomou a iniciativa de substituir o treinador [Martín Anselmi]. Foi muito corajoso e lúcido. Cheguei com a mentalidade certa e, juntamente com os outros reforços, queríamos colocar o FC Porto no lugar onde merece. O que me surpreendeu foi a rapidez com que nos adaptámos e a forma como nos ligámos ao que o FC Porto representa", começou por explicar o jogador, de 23 anos, que falou depois sobre Farioli.

PUB

"É muito metódico. Muitas reuniões, longas horas... Gosta de ter tudo no devido lugar. E acho que isso nos ajudou a organizar e a trabalhar em equipa. Ajudou-me a assimilar as ideias que tinha, taticamente é um treinador de primeira linha. Sou um jogador que gosta de entender o jogo e ele ajudou-me muito com isso. Eu e o Rodrigo [Mora] temos caraterísticas de 'camisola 10', enquanto o Fofana e o Froholdt são mais recuados. Mas temos liberdade. A chave está na movimentação sem bola. Temos liberdade, mas também recuamos bastante. Pressionar, correr, recompor a defesa... Foi aí que evoluí muito. [Farioli] Pede-me para ser um jogador completo, para me divertir e para ter bastante contacto com a bola e disputar os duelos".

Apesar de assumir que "gostaria de ter marcado mais golos", Gabri Veiga alcançou a sua melhor temporada a nível estatístico, com seis remates certeiros e 13 assistências. E foi precisamente nesse sentido que decidiu 'responder' a quem outrora o criticou por ter rumado à Arábia Saudita numa fase precoce da carreira: "Não quero comentar opiniões, mas talvez tenha faltado empatia. Só a minha família e o meu empresário sabem o que aconteceu naquele verão. Tomei a melhor decisão, gostem ou não. Se as coisas correrem mal, as pessoas que amamos são as que vão lá estar a apoiar. Se estivesse naquela situação novamente, faria tudo igual. Não me arrependo de nada, estou muito tranquilo e orgulhoso do que fiz".

PUB

A morte de Jorge Costa em agosto do ano passado também foi tema na entrevista, com Gabri Veiga a assumir que esse foi o momento que "virou a temporada": "Estávamos todos juntos desde o primeiro dia. Era visível que, a cada dia, estávamos a construir algo mais forte. A morte foi um trauma, também porque aconteceu no Centro de Treinos. Foi o ponto de viragem que nos fez dizer 'esta é a temporada'. A chave foi a união".

Em destaque estiveram também as arbitragens em Portugal. E Gabri Veiga mostrou-se... surpreendido: "Comparando com Espanha, Barcelona, Real Madrid e Atlético não têm este tipo de competição. Aqui, vivem as coisas com muito mais intensidade. E sinceramente gosto disso. Desde que haja respeito, que por vezes foi coisa que não existiu. Da nossa parte estamos tranquilos. Toda a gente sabe o que está a fazer e quais as consequências. É uma motivação extra", explicou.

A fechar, o médio garantiu não estar desiludido por não fazer parte da pré-convocatória da seleção espanhola para o Mundial'2026: "Sou um jogador que se foca muito no que se passa no clube. Sou jogador do FC Porto. O nível na seleção é muito alto e tenho de continuar a evoluir. Se o selecionador vir que estou preparado, estarei com a motivação no máximo. O bilhete está muito caro... Mas vou apoiar desde casa, temos uma grande seleção", concluiu.

PUB

Por André Santos
1
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
Ultimas de FC Porto Notícias
Notícias Mais Vistas
PUB