As duas equipas equivaleram-se em quase tudo: na atitude, no comportamento, nas soluções. Ambas se entregaram a um jogo aberto, com protagonismo dividido num espectáculo de nível aceitável, mas sempre empolgante e competitivo.
O Rangers saiu vencedor porque teve sorte mas porque, é claro, também fez por isso. Ninguém contudo ficaria admirado se tivesse sido o FC Porto a ganhar. E para que isso acontecesse bastaria à equipa portuguesa ser tão eficaz nas situações de finalização em movimento como foi (e tem sido) nos lances de bola parada. A diferença é esclarecedora: o Rangers fez três golos em quatro remates; o FC Porto fez 16 e marcou dois!
Foi assim um jogo inconstante, muito por culpa de um FC Porto demasiado ansioso e excessivamente ofensivo, sobretudo quando pensamos numa competição onde os erros têm custos elevados.
Mexidas
Adriaanse promoveu alterações e logo isso contribuiu para um menor equilíbrio da equipa. Tirou Sonkaya e colocou Pepe que na 1ª parte (antes de ser o goleador de serviço) revelou alguma desorientação, aliás bem aproveitada pelos escoceses. Apostou também em Sokota que enquanto esteve em campo fez passar a sensação de que o FC Porto estava a jogar com 10. Não se assumiu como solução para nada e sempre que apareceu na finalização foi para... atrapalhar. Depois acabaria mesmo por deixar a equipa a quinze minutos do fim sem que Adriaanse tivesse mais substituições para fazer. E a verdade é que se Lisandro estava tocado, então, o que foi fazer para o banco?
Sem cuidado
Adriaanse é um treinador que defende o futebol de ataque. Mas não pode transmitir para a equipa uma atitude tão corajosa na Liga dos Campeões como aquela que passa na Liga portuguesa. São competições distintas e numa prova de grau de exigência tão elevado, perante adversários experientes e de olho vivo, os erros pagam-se caro.
Que erros foram esses? Acima de tudo, o FC Porto não evidenciou cuidados defensivos, nem tanto por exclusiva responsabilidade do sector, mas também porque os seus médios têm sempre a cabeça mais virada para o ataque. Ontem, Diego batalhou bastante enquanto jogou, mas em rigor Ibson foi o único que tentou arrumar a casa. Lucho parece ser um jogador que perde um pouco a noção de posição.
Alto risco
Jogar em 4x3x3 na casa do adversário é coragem e atrevimento, mas numa competição destas talvez seja aconselhável estratégia mais contida e cuidada.
Com tanto balanço ofensivo, a equipa recupera mal as posições defensivas e corre riscos. Demasiados riscos. Ontem, chegou a parecer que era o FC Porto que estava a jogar em casa, tal era o seu ataque continuado, e o Rangers o visitante.
Virtudes
É claro que o FC Porto teve virtudes. Foi equipa aplicada, com grande força de vontade e disponível para o combate. Percebe-se por isso como recuperou duas vezes de um resultado desfavorável. Vê-se que faz o trabalho de casa e foi assim que marcou dois golos em pontapés de canto. A tudo isto junta-se a tal imensa coragem que Adriaanse tem de saber calibrar, pois caso contrário Glasgow será apenas a primeira de outras desilusões. E a verdade é que a equipa e o futebol que o FC Porto exibe são merecedores de grandes alegrias.
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