BENNI McCarthy não consegue esconder a sua vontade de regressar o mais rapidamente possível ao Porto. O avançado ainda não marcou na presente edição da CAN – a África do Sul ainda não apontou nenhum tento na competição – e as críticas já começaram a surgir.
No entanto, o jogador parece já estar habituado a estas convulsões na selecção orientada por Carlos Queiroz. Um conjunto de factores que poderá atirar a selecção sul-africana para fora da CAN. Basta que amanhã, frente a Marrocos, a equipa de Queiroz não consiga vencer e o Gana, adversário directo para o apuramento, obtenha um resultado melhor.
Esse cenário faria com que McCarthy regressasse de imediato a Portugal e se integrasse no plantel de José Mourinho. Ainda que não o faça directamente, o jogador demonstra alguma ansiedade para o retorno às Antas, até porque no FC Porto voltou a ter oportunidade de jogar e marcar golos.
“As coisas começaram a mudar para mim no FC Porto. A equipa estava com problemas no ataque e daí decidiram apostar em mim para resolver essa situação. No pouco tempo em que joguei a equipa esteve bem. Toda a gente gostou de mim”, salientou o dianteiro contratado há cerca de um mês.
Foi público que McCarthy não queria representar a selecção na CAN que está a decorrer no Mali, dado que nas épocas que fez ao serviço do Celta saiu prejudicado com as constantes viagens que tinha de fazer ao continente africano. Razão suficiente para o sul-africano apelar ao bom-senso do seleccionador do seu país para não o chamar até ao Mundial, de forma a “não interferir com a situação no clube”.
“Em Espanha actuava na primeira equipa, mas tinha de jogar pela selecção e quando regressava ao clube tinha de esperar pela minha vez. Foi assim que perdi o lugar e colocado numa posição que não me agradava. Raramente jogava, sentia-me frustrado e confuso”, sublinhou ainda o sul-africano.